
Separadamente, as diretorias do Palmeiras e do São Paulo emitiram notas repudiando as acusações de John Textor, contra os clubes, informando que o acionarão na Justiça, em âmbito criminal.
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A partir do momento em que o Palmeiras venceu o Botafogo em virada histórica no Nilton Santos por 4 a 3, na trigésima primeira rodada do Campeonato Brasileiro de 2023, há cinco meses; John Textor, dono da SAF do clube carioca, entrou em um processo ininterrupto de acusações contra tudo e contra todos.
O Glorioso manteve-se na liderança da competição nacional por longas 31 rodadas; assumiu a ponta da tabela de classificação na 3ª rodada, quando venceu o Flamengo, e só deixou o primeiro lugar na 34ª, no empate com o Bragantino, terminando o torneio na 5ª colocação, depois de derreter a partir do returno.
Incrédulo e não admitindo a incompetência do próprio time; John Textor entregou ao STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), no início de dezembro, um dossiê formulado pela empresa Good Game!, francesa, que apontava que o Botafogo teria 83 pontos se “arbitragens não favorecessem o Palmeiras”.
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Textor e Thairo Arruda, CEO do Botafogo, pediram ao órgão que abrisse inquéritos contra alguns árbitros, bem como o não rebaixamento de nenhum clube naquela edição do Brasileirão. Porém, tiveram os pedidos negados no STJD, que determinou “arquivamento sumário” das demandas do time carioca.
A partir de então, o empresário norte-americano passou a disparar contra o Superior Tribunal de Justiça Desportiva e Confederação Brasileira de Futebol, insinuando parcialidade das entidades; além de acusar o Palmeiras de ter oferecido propinas às equipes de arbitragens para a manipulação de resultados.
O dono da SAF afirma ter gravações de árbitros reclamando não terem recebido valores acordados para, supostamente, favorecerem o Palmeiras em determinadas rodadas das edições 2022 e 2023 do Campeonato Brasileiro. Entretanto, até agora, não apresentou tais provas.
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Dia 14 de março passado o STJD se reuniu para deliberar sobre as acusações feitas por John Textor, que alegava ter provas de corrupção no Brasileirão e que, inclusive, o Palmeiras teria sido favorecido por arbitragens tendenciosas.
Entretanto, como Textor não entregou os referidos documentos; recebeu punição do STJD, sendo suspenso pelo órgão. A defesa do empresário disse que o tribunal desportivo não tem competência para averiguar a denúncia, revelando que as provas seriam entregues ao Ministério Público.
Minutos após decidir pela punição ao empresário, o STJD voltou atrás e anulou a suspensão de Textor, concluindo que a sentença contra o dirigente só pode ser possível após formalizada denúncia contra ele nos termos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).
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Em live no Canal do Medeiros, no YouTube, John Textor voltou a acusar o Palmeiras de ‘comprar’ duas edições do Brasileirão, afirmando ter “provas pesadas e 100% confirmadas, acrescentando que as encaminhará às autoridades, algo que já mencionou, outras vezes, mas ainda não o fez.
Para piorar o cenário de acusações infundadas sem apresentar as provas que diz ter; o norte-americano afirmou que jogadores do São Paulo ‘venderam ‘ goleada para o Palmeiras, referindo-se ao Choque-Rei no Allianz Parque, válido pela 29ª rodada do nacional, quando o Verdão derrotou o rival por 5 a 0.
O tal escândalo de manipulação de resultados que John Textor afirma desvendar é, segundo o próprio empresário, embasado em relatórios confeccionados por inteligência artificial, que concluiu que cinco atletas do Tricolor paulista “excederam os limites estipulados pela ferramenta”.
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Diante das acusações, o Palmeiras, que em março avisou que formalizaria denúncia criminal contra o dirigente estrangeiro; emitiu nova nota na qual considera ‘bizarros’ os argumentos do empresário, dono da SAF do Botafogo, chamando-o de ‘caricato’ e revelando que já adotou medidas jurídicas contra Textor.
O São Paulo também afirmou que vai processar o norte-americano, criminalmente, pela acusação de que cinco de seus atletas teriam facilitado a goleada que o Tricolor sofreu do Alviverde, dia 25 de outubro do ano passado, em partida válida pela vigésima nona rodada do Brasileirão.
Em nota, a diretoria do São Paulo disse que “repudia veementemente as graves, e infundadas, acusações de participação de atletas do elenco Tricolor em manipulação de resultado, feitas pelo dono da SAF do Botafogo. Tal afirmação, sem nenhum vestígio de prova, ataca a idoneidade de jogadores do elenco”.
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Além da acusação contra os atletas do São Paulo, John Textor também denunciou que quatro jogadores do Fortaleza beneficiaram o Palmeiras, no Brasileirão de 2022, manipulando a derrota do Leão do Pici por 4 a 0 para a equipe Alviverde que, àquela altura, já era campeão da competição.
Em suas redes sociais, a diretoria cearense publicou nota de repúdio às acusações do CEO da SAF que controla o Botafogo, alegando, inclusive, que tomará medidas judiciais contra o executivo, pelas acusações que, segundo o comunicado, “maculam a reputação da agremiação”.
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