
Se o Palmeiras do final da década de 90 tinha a mente de Alex e Cesar Sampaio, o coração batia no ritmo de Oséas e Paulo Nunes. Juntos, o centroavante de tranças e o “Diabo Loiro” formaram uma das parcerias mais letais e carismáticas da história do futebol brasileiro.
Sob o comando de Luiz Felipe Scolari, eles foram os protagonistas de uma era em que o Palmeiras não apenas vencia, mas atropelava os adversários na base da velocidade e da força física.
Paulo Nunes: O Diabo Loiro
Vindo do Grêmio a pedido de Felipão, Paulo Nunes chegou para ser o ponta veloz e provocador.
- Estilo de Jogo: Rápido, incansável e inteligente. Ele abria espaços na defesa para os meias e para Oséas.
- As Comemorações: Paulo Nunes marcou época com suas comemorações irreverentes, usando máscaras (da Feiticeira, Zorro) após os gols, o que enlouquecia a torcida e irritava os rivais.
- Decisivo: Foi fundamental na Copa Mercosul de 1998 e na Libertadores de 1999, sendo um dos artilheiros do time.
Oséas: A Redenção do Artilheiro
Oséas chegou do Athletico-PR com status de estrela, mas teve um início difícil marcado por um gol contra bizarro em um clássico contra o Corinthians em 1998. Mas a volta por cima foi histórica.
- O Gol Improvável (Copa do Brasil 98): Na final contra o Cruzeiro, aos 44 do segundo tempo, Oséas marcou, quase sem ângulo, o gol que deu o título ao Palmeiras. Aquele chute entrou para a história como um dos mais difíceis e importantes do clube.
- Força Aérea: Com impulsão absurda, Oséas era mortal no jogo aéreo, aproveitando os cruzamentos precisos de Arce e as jogadas de linha de fundo de Paulo Nunes.
A Sinergia da Dupla
Eles se completavam. Paulo Nunes era o caos, a movimentação; Oséas era a referência, a finalização.
Juntos, conquistaram a Tríplice Coroa de Copas em menos de um ano:
- Copa do Brasil (1998)
- Copa Mercosul (1998)
- Copa Libertadores (1999)
O Legado
Eles representam o “Palmeiras de Felipão”: um time que podia não ser o mais técnico do mundo o tempo todo, mas que nunca desistia de uma bola. A imagem de Oséas subindo de cabeça e Paulo Nunes correndo com a máscara é a fotografia perfeita daquele time campeão da América.
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