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Futebol

A Obsessão em Verde: A história das finais do Palmeiras na Libertadores

Felipão levanta o troféu da Libertadores 1999 pelo Palmeiras
Felipão levanta o troféu da Libertadores 1999 pelo Palmeiras

Poucos clubes no continente possuem uma relação tão íntima, intensa e vitoriosa com a Copa Libertadores da América quanto a Sociedade Esportiva Palmeiras. O que começou com o pioneirismo nos anos 60 transformou-se em uma verdadeira “obsessão” na virada do século e consolidou-se como uma dinastia na década de 2020.

Ao longo da história, o Palmeiras se firmou como o clube brasileiro com mais finais na competição.

Abaixo, relembramos cada capítulo dessa saga épica, desde as primeiras tentativas da Academia até a glória eterna sob o comando de Abel Ferreira e a expectativa para a decisão de 2025.

+ Palmeiras no Mundial de Clubes: todas as campanhas, títulos e números

1961: O Pioneirismo Brasileiro

Oponente: Peñarol (Uruguai)
Resultado: Vice-campeão

O Palmeiras tem a honra de ter sido o primeiro time brasileiro a disputar uma final de Libertadores. Na segunda edição do torneio (então chamado de Copa dos Campeões da América), o Verdão de Julinho Botelho e Djalma Santos enfrentou o poderoso Peñarol.

No jogo de ida, em Montevidéu, os uruguaios venceram por 1 a 0 com um gol no finalzinho. Na volta, no Pacaembu, o Palmeiras precisava vencer para forçar um jogo extra, mas acabou empatando em 1 a 1. O título ficou com o Peñarol, mas o Palmeiras abriu as portas do continente para o futebol brasileiro.

1968: A Batalha contra a “La Bruja”

Oponente: Estudiantes (Argentina)
Resultado: Vice-campeão

Sete anos depois, o Palmeiras retornou à decisão, desta vez contra o Estudiantes de La Plata, um time conhecido por sua força física e astúcia (muitas vezes violenta). A final foi decidida em três jogos:

  • Ida: Estudiantes 2 x 1 Palmeiras (La Plata)
  • Volta: Palmeiras 3 x 1 Estudiantes (Pacaembu)
  • Jogo Extra: Estudiantes 2 x 0 Palmeiras (Estádio Centenário, Montevidéu)

No jogo decisivo, o time argentino, liderado por Juan Ramón Verón (“La Bruja”), foi superior e frustrou o sonho palmeirense mais uma vez.

1999: O Fim da Espera e a Glória Eterna

Oponente: Deportivo Cali (Colômbia)
Resultado: CAMPEÃO

Trinta e um anos depois de sua última final, o Palmeiras, comandado por Luiz Felipe Scolari, chegou à decisão com um esquadrão lendário. Após eliminar o arquirrival Corinthians e o River Plate, o adversário foi o Deportivo Cali.

  • Ida: Deportivo Cali 1 x 0 Palmeiras (Cali)
  • Volta: Palmeiras 2 x 1 Deportivo Cali (Parque Antarctica)

Com gols de Evair e Oséas, o Verdão levou a decisão para os pênaltis. Foi a noite de São Marcos. O goleiro viu o colombiano Bedoya chutar na trave e Zapata chutar para fora. O continente, finalmente, era verde.

2000: A Dor Diante do Boca

Oponente: Boca Juniors (Argentina)
Resultado: Vice-campeão

No ano seguinte, o Palmeiras repetiu a dose e chegou à final novamente, eliminando o Corinthians nos pênaltis na semi mais uma vez. A final foi contra o Boca Juniors de Riquelme e Palermo.

Após um empate heroico por 2 a 2 na La Bombonera, a decisão foi para o Morumbi. Em um jogo tenso que terminou 0 a 0, a disputa foi para os pênaltis. Desta vez, a sorte não sorriu: o Boca converteu todas as cobranças, e o Palmeiras desperdiçou com Asprilla e Roque Júnior.

2020: A Redenção no Maracanã

Oponente: Santos (Brasil)
Resultado: BICAMPEÃO

Vinte anos se passaram até que o Palmeiras retornasse ao topo. Em uma temporada atípica marcada pela pandemia (a final ocorreu em janeiro de 2021), o técnico português Abel Ferreira guiou o time ao Maracanã para enfrentar o Santos em jogo único.

Foi uma partida truncada, tática e de poucas chances. Mas, aos 53 minutos do segundo tempo, Rony cruzou uma bola precisa para a área. Breno Lopes, o herói improvável, subiu para cabecear e encobrir o goleiro John. 1 a 0. O Palmeiras era bicampeão da América.

2021: O Tricampeonato em Montevidéu

Oponente: Flamengo (Brasil)
Resultado: TRICAMPEÃO

No mesmo ano civil, o Palmeiras voltou à final para defender seu título, desta vez contra o badalado Flamengo, em Montevidéu. O Verdão abriu o placar cedo com Raphael Veiga, mas sofreu o empate de Gabigol no segundo tempo.

O jogo foi para a prorrogação. Logo no início, Andreas Pereira cometeu um erro fatal na defesa. Deyverson, pressionando a saída, roubou a bola, avançou livre e bateu na saída de Diego Alves. O gol do título, da raça e da predestinação. O Palmeiras igualava Santos, São Paulo e Grêmio como o maior campeão brasileiro da história do torneio.

2025: O Reencontro de Gigantes (A Próxima Batalha)

Oponente: Flamengo (Brasil)
Data: 29 de novembro de 2025
Local: Estádio Monumental, Lima (Peru)

Chegamos ao presente. Pela sétima vez em sua história — e a terceira sob o comando da “Era Abel Ferreira” —, o Palmeiras está na final da Copa Libertadores. O adversário é, novamente, o Flamengo, reeditando a histórica decisão de 2021.

O cenário agora é Lima, no Peru. O Palmeiras chega a esta final ostentando uma camisa pesada que “entorta varal”. Se vencer, o clube se isolará como o único tetracampeão brasileiro da história da Libertadores, um feito que cimentaria definitivamente esta geração como a maior de todos os tempos no futebol sul-americano.

Resumo Histórico (até nov/2025):

  • Participações em Finais: 7 (Recorde entre brasileiros)
  • Títulos: 3 (1999, 2020, 2021)
  • Vices: 3 (1961, 1968, 2000)
  • Adversário Atual: Flamengo (Final a ser disputada)

A história do Palmeiras na Libertadores é feita de pioneirismo, sofrimento, redenção e hegemonia. No dia 29 de novembro, mais uma página dessa lenda será escrita.

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Sobre o autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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