
Para um clube gigante, há uma obsessão que supera todas as outras: a Copa Libertadores da América. Em 1999, o Palmeiras, sob o comando de Luiz Felipe Scolari, transformou essa obsessão em realidade. Com um time que mesclava raça operária e lampejos de genialidade, o Verdão embarcou em uma campanha épica, marcada por batalhas inesquecíveis, milagres debaixo das traves e uma final que testou os nervos de milhões de torcedores. Esta é a crônica da jornada que pintou a América de verde e branco e nos deu a Glória Eterna.
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A Montagem do Time: A Máquina de Felipão
O time do Palmeiras de 1999 era a cara de seu treinador. Felipão montou uma equipe pragmática, competitiva e com uma força defensiva notável. A zaga, com Júnior Baiano e Roque Júnior, impunha respeito. O meio-campo, com a liderança de César Sampaio e a classe de Zinho e Alex, equilibrava marcação e talento. No ataque, a dupla formada por Oséas e Paulo Nunes era a definição de luta e oportunismo. Era um time que sabia sofrer, mas que, acima de tudo, sabia vencer.
As Quartas de Final: O Milagre Contra o Corinthians
Depois de uma fase de grupos sólida e de passar pelo Vasco nas oitavas, o destino colocou o maior rival no caminho do Palmeiras. Foram dois jogos que pararam o país. Após uma vitória por 2 a 0 do Corinthians na ida e uma vitória por 2 a 0 do Palmeiras na volta, a decisão foi para os pênaltis. Foi ali que a biografia de São Marcos ganhou seu capítulo mais importante.
A Semifinal: A Batalha contra o River Plate
O próximo adversário era o gigante argentino River Plate. Após uma derrota por 1 a 0 em Buenos Aires, o Palmeiras precisava de uma noite mágica no Palestra Italia. E ela veio. Com uma atuação de gala, o Verdão venceu por 3 a 0, com dois gols do “menino de ouro” Alex e um de Roque Júnior. O segundo gol de Alex, em que ele aplicou um chapéu humilhante no zagueiro e tocou na saída do goleiro, é um dos mais bonitos da história do clube e o passaporte para a grande final.
A Grande Final: A Tensão Contra o Deportivo Cali
A decisão seria contra o perigoso Deportivo Cali, da Colômbia. No jogo de ida, em Cali, uma derrota por 1 a 0 deixou o cenário tenso. A partida de volta, em 16 de junho de 1999, transformou o Palestra Italia em um caldeirão com mais de 32 mil almas. O Palmeiras venceu por 2 a 1 no tempo normal, com gols de Evair e Oséas, levando a decisão para a disputa de pênaltis.
A tensão era máxima. Mas ali, debaixo das traves, tínhamos um santo. Marcos brilhou mais uma vez. Quando Bedoya acertou o travessão e Zapata chutou para fora, a explosão de alegria tomou conta do estádio. O Palmeiras, pela primeira vez em sua história, era campeão da Copa Libertadores da América.
O Legado da Glória Eterna de 99
O título de 1999 colocou o Palmeiras em um novo patamar. A conquista não foi apenas um troféu, foi a realização de um sonho de gerações e a consolidação de ídolos que seriam eternizados. Aquele time raçudo e copeiro de Felipão se tornou um dos mais amados pela torcida, um símbolo de que, com luta e fé, a Glória Eterna é possível. Esta foi, sem dúvida, uma das maiores conquistas da história do Palmeiras.
Final da Libertadores 1999 (Jogo de Volta)
16 de Junho de 1999 • Estádio Palestra Italia
Gols: Evair (P) e Oséas (P); Zapata (DC).
Pênaltis (Palmeiras): Zinho, Rogério, Euller e Júnior Baiano converteram. Asprilla errou.
Pênaltis (Deportivo Cali): Dudamel, Gaviria e Yepes converteram. Bedoya e Zapata erraram.
Técnico: Luiz Felipe Scolari (Felipão)
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