
Morreu na madrugada deste sábado, no Rio de Janeiro, aos 80 anos, o dirigente Paulo Angioni. Ele tratava um câncer de pâncreas e era diretor executivo de futebol do Fluminense, clube que divulgou a nota oficial de falecimento. Para o torcedor do Palmeiras, o nome dele está ligado ao período mais vitorioso da história recente do clube.
Angioni chegou em 1998, não pelo clube, mas pela Parmalat. Era ele quem coordenava o trabalho de futebol da empresa dentro do Palmeiras, na parceria que mudou o patamar do Verdão nos anos 90. Ficou até 2000, e o saldo daqueles dois anos e pouco é o que explica por que a morte dele é notícia em São Paulo.
Em 1998, o time levantou a Copa do Brasil e a Copa Mercosul. Em 1999, veio a primeira Copa Libertadores da história do clube, com Felipão no comando e um elenco montado sob a gestão dele.
O homem que inventou a função no Brasil
Antes de Angioni, o futebol brasileiro quase não tinha a figura do diretor executivo como se entende hoje. Ele começou no Vasco em 1979 e ficou 14 anos lá, num tempo em que a gestão esportiva ainda era exercida por dirigentes amadores e cartolas, e ajudou a profissionalizar a função.
Quatro décadas de futebol
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1979 Vasco Começa no clube carioca, onde fica 14 anos e ajuda a profissionalizar a função de diretor executivo no Brasil.
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Fim dos anos 80 Seleção brasileira Supervisor no ciclo que levou o país à Copa do Mundo de 1990.
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1998 Palmeiras Chega pela Parmalat para coordenar o futebol do clube. No mesmo ano vêm a Copa do Brasil e a Copa Mercosul.
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1999 Palmeiras O Verdão conquista a primeira Copa Libertadores da história, com Felipão no comando.
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2000 Palmeiras Deixa o trabalho no clube depois do período mais vitorioso do Palmeiras até então.
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Depois Flamengo, Corinthians e Fluminense Segue no futebol por mais duas décadas; era diretor executivo do Fluminense até a morte.
O que ele deixou no Palmeiras
A era Parmalat é tratada no clube como o momento em que o Palmeiras voltou a ser grande depois de um jejum longo, e a Libertadores de 1999 é a peça central dessa memória. Angioni não aparecia em foto de comemoração nem dava entrevista de virada de mesa, mas era quem operava a montagem do elenco, a negociação e a estrutura por trás daquele time.
É um tipo de trabalho que só fica visível quando alguém morre e a conta é feita de trás para frente. A dele soma três títulos alviverdes em dois anos, um deles o primeiro continental de um clube que hoje tem três.
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