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Copa do Brasil 2026

Palmeiras venceu o Vasco 9 vezes seguidas, e nenhuma foi em São Januário

Levantamento exclusivo do Data Palestra mostra que a maior sequência do Palmeiras sobre o Vasco atravessou três times e nunca passou por São Januário, palco da volta da semifinal.

Ademir da Guia e Dudu, ídolos históricos do Palmeiras
Ademir da Guia e Dudu, ídolos históricos do Palmeiras

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Jogo, jogadores e histórico dos adversários

O Palmeiras venceu o Vasco nove vezes seguidas entre março de 1965 e dezembro de 1970, a maior sequência de vitórias do clube no confronto, e nenhuma dessas partidas foi disputada em São Januário, onde o time entra em campo no domingo (8), na volta da semifinal da Copa do Brasil, com a vantagem do 1 a 0 da ida.

Quatro vitórias saíram no Maracanã, três no Pacaembu, uma no Morumbi e uma no Palestra Itália. O levantamento exclusivo do Data Palestra, do Portal do Palestra, mostra também que a série não pertence a um time só: ela atravessou três formações diferentes em cinco anos e nove meses, na era que ficou conhecida como a da Academia.

Três times na mesma sequência

Nas quatro primeiras vitórias, entre 1965 e 1967, Djalma Santos, Djalma Dias, Valdir e Rinaldo estiveram em todos os jogos, e nenhum deles aparece nas cinco vitórias seguintes. Foi o Palmeiras dos placares largos: 14 gols a 4, com um 4 a 1 e um 3 a 2 no Maracanã em 1965 e o 5 a 0 no Pacaembu em 1967, em que Rinaldo marcou quatro vezes e Gallardo fez o outro. Tupãzinho e Ademar Pantera fizeram seis dos sete gols de 1965.

Em 1968, o ataque ganhou outro dono. Artime marcou nas três vitórias do ano, quatro gols no total, numa fase de 10 gols a 4: o 4 a 3 no amistoso de julho, no Palestra Itália, o 3 a 1 de outubro no Maracanã e o 3 a 0 de dezembro no Morumbi. Écio saiu do banco no amistoso e fez dois.

A última fase foi a mais enxuta: 1 a 0 em novembro de 1969, no Pacaembu, gol de Jaime, e 1 a 0 em dezembro de 1970, no Maracanã, gol de Copeu, o último da série. Leão, Zeca e Pio jogaram os dois, ao lado de Baldochi e Nélson, que vinham de 1968. Dois gols marcados, nenhum sofrido.

O fio que liga as três fases passa por Dudu, presente em oito das nove vitórias, e por Ademir da Guia, em sete, segundo as escalações disponíveis. Os 26 gols da série se distribuíram de forma desigual: 14 nos quatro primeiros jogos, uma média de 3,5, dez nos três de 1968 e dois nos dois últimos.

As nove vitórias seguidas

  1. 07/03/1965 Vasco 1 x 4 Palmeiras Rio-São Paulo, no Maracanã. Tupãzinho (2), Ademar Pantera e Gildo.
  2. 02/05/1965 Vasco 2 x 3 Palmeiras Rio-São Paulo, no Maracanã. Ademar Pantera (2) e Tupãzinho.
  3. 13/03/1966 Palmeiras 2 x 1 Vasco Rio-São Paulo, no Pacaembu. Servílio e Tupãzinho.
  4. 12/03/1967 Palmeiras 5 x 0 Vasco Robertão, no Pacaembu. Rinaldo (4) e Gallardo.
  5. 21/07/1968 Palmeiras 4 x 3 Vasco Amistoso, no Palestra Itália. Écio (2), Artime e Júlio Amaral.
  6. 20/10/1968 Vasco 1 x 3 Palmeiras Robertão, no Maracanã. Artime e Serginho marcaram; o terceiro gol não tem autor identificado.
  7. 04/12/1968 Palmeiras 3 x 0 Vasco Robertão, no Morumbi. Artime (2); o outro gol não tem autor identificado.
  8. 12/11/1969 Palmeiras 1 x 0 Vasco Robertão, no Pacaembu. Jaime.
  9. 06/12/1970 Vasco 0 x 1 Palmeiras Robertão, no Maracanã. Copeu.

Uma série sem São Januário

O mapa dos estádios ajuda a ler a série. Antes de 1985, o Palmeiras foi a São Januário 11 vezes nos jogos do confronto e venceu uma, em 1933. A última visita antes da sequência tinha sido em fevereiro de 1950, derrota por 3 a 2 no Rio-São Paulo, e a seguinte só veio em dezembro de 1976, num amistoso sem gols. O histórico recente no estádio, desde 1985, está em outro levantamento do Data Palestra.

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vitórias da série de 1965 a 1970 foram em São Januário: quatro no Maracanã, três no Pacaembu, uma no Morumbi e uma no Palestra Itália.

A sequência acabou em 7 de setembro de 1971, com derrota por 1 a 0 no Maracanã, no Campeonato Brasileiro. O último resultado contrário antes dela tinha sido um 3 a 2 para o Vasco no Pacaembu, em abril de 1964, e não há outro jogo entre os dois nesse intervalo.

O que a série não diz sobre o domingo

Como previsão, ela não diz nada: foi construída por elencos que se desfizeram há mais de meio século. O que o Palmeiras leva para a volta da semifinal é outra coisa: o 1 a 0 da ida, a vitória por 4 a 1 sobre o Vasco em agosto, no Brasileirão, e a derrota por 2 a 1 na única visita a São Januário em 2026, em março.

O levantamento considera os jogos oficiais e os amistosos entre os dois clubes desde 1924, e a sequência vale para esse conjunto. Sem o amistoso de 1968, são oito vitórias seguidas em jogos de campeonato. O histórico completo está na página do retrospecto contra o Vasco.

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