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Arbitragem

STJD suspende Abel Ferreira, do Palmeiras

O STJD julgou nesta sexta e aplicou dois jogos pelo chute no microfone. O treinador fica fora contra Botafogo e São Paulo — e o auxiliar João Martins assume o comando.

Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, irritado durante o jogo
Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, irritado durante o jogo

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Jogo e jogadores citados no texto

O STJD julgou Abel Ferreira nesta sexta-feira (4) e aplicou dois jogos de suspensão pelo chute no microfone durante o empate com o Mirassol. A pena ficou bem abaixo do teto — o artigo em que ele foi enquadrado permitia até seis — e a decisão não foi unânime.

O jogo do meio não conta

Aqui está o detalhe que muda a leitura da punição. O STJD é o tribunal do futebol brasileiro, e o gancho vale para a competição em que a infração aconteceu — o Brasileirão. Entre os dois jogos que Abel vai perder existe um terceiro, e ele é da Conmebol.

Ou seja: o treinador não dirige contra o Botafogo no domingo, dirige contra a LDU na quarta-feira, pela ida das quartas da Libertadores, e volta a ficar fora contra o São Paulo, no sábado seguinte. Ele cumpre a pena com uma pausa no meio.

Quem comanda no lugar dele

O auxiliar João Martins assume a beira do campo nas duas partidas. É a rotina que a comissão já conhece: Abel pode orientar o time durante a semana e no vestiário, mas não pode ficar na área técnica durante o jogo nem se comunicar com o banco.

Por que esses dois jogos, e não outros

Porque são exatamente os dois em que a liderança está em disputa. O Palmeiras lidera o Brasileirão com um ponto de vantagem sobre o Flamengo, e agora com o mesmo número de partidas — acabou a proteção do jogo a menos.

O jogo de domingo, no Nilton Santos, já vinha com Arthur suspenso e quatro titulares pendurados — quem levar amarelo lá também não joga o Choque-Rei. Agora o time perde o treinador nas duas partidas.

O que ele havia dito na véspera

Abel falou do caso na coletiva da Vila Belmiro, antes do julgamento. Comparou a punição pedida aqui com a que recebeu por gesto idêntico em competição continental, onde levou apenas multa, e pediu proporcionalidade: “Eu não matei ninguém”.

Ele não chegou ao tribunal como réu primário: já cumpriu duas suspensões anteriores, que somaram oito jogos. A reincidência era o argumento que podia empurrar a pena para o teto — e não empurrou. Dois jogos, com um voto divergente, é o resultado mais brando que o caso comportava sem virar advertência.

Há ainda uma segunda frente aberta no mesmo episódio: a equipe de arbitragem daquele jogo também foi denunciada, por não ter expulsado o treinador em campo.

A punição, no entanto, ainda pode não valer no domingo: o clube recorreu e pediu efeito suspensivo, apoiado no voto divergente do relator do caso.

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Sobre o autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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