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Arbitragem

Diretor do Palmeiras diz que Marçal deveria ter sido expulso no Nilton Santos

Anderson Barros falou na zona mista depois do 0 a 0 e classificou como erro a decisão de não expulsar o lateral do Botafogo na falta em Andreas Pereira.

Anderson Barros, diretor do Palmeiras
Anderson Barros, diretor do Palmeiras

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Gustavo Gómez, Andreas Pereira

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O Palmeiras levou para fora de campo a reclamação que fez dentro dele. Depois do 0 a 0 com o Botafogo, no Estádio Nilton Santos, o diretor de futebol Anderson Barros parou na zona mista e disse que Marçal deveria ter sido expulso pela falta em Andreas Pereira, no primeiro tempo.

O lance aconteceu aos 24 minutos. O lateral do Botafogo derrubou o meia alviverde na entrada da área, quando ele avançava em direção ao gol, e o árbitro Rodrigo José Pereira de Lima aplicou o cartão amarelo. O banco do Palmeiras pediu o vermelho direto, sustentando que Marçal era o último homem. O VAR não chamou a revisão no monitor.

Acho que o José Lima hoje cometeu um erro clássico, era para ter sido expulso, o jogador vinha em direção ao gol, mas acredito que isso seja competência da Comissão de Arbitragem tomar a sua decisão.

Anderson Barros, diretor de futebol do Palmeiras, na zona mista do Nilton Santos

A cobrança veio com um elogio à CBF

O tom do dirigente não foi o de confronto aberto. Antes de apontar o erro, Barros reconheceu o que classificou como esforço da CBF para melhorar a arbitragem, e disse que a reclamação não é nova: “Eu já reclamei, nós já reclamamos, todos já reclamaram muito da arbitragem”. A ressalva veio em seguida, sobre o efeito prático de uma decisão errada dentro de uma partida.

Ele estendeu a avaliação para além do jogo do Rio, afirmando que houve erros capitais em outras partidas da rodada, e voltou a remeter a decisão a quem julga a arbitragem: “temos que confiar na Comissão de Arbitragem para que ela tome as melhores decisões”.

O que o clube diz e o que o capitão disse

A posição do dirigente não foi a única do Palmeiras sobre a arbitragem naquela noite, e as duas não coincidem. Enquanto Barros falava em erro, Gustavo Gómez escolhia elogiar o árbitro e disse tê-lo como um dos melhores do Brasil, com uma ressalva apenas sobre o número de cartões. As duas leituras estão reunidas na matéria sobre a repercussão da arbitragem do jogo.

Fora de campo, o comentarista de arbitragem PC Oliveira também avaliou que o lance era de cartão vermelho. Marçal, que terminou a partida em campo, acabou punido de outra forma: o amarelo daquela falta foi o terceiro dele no Brasileirão, e o lateral desfalca o Botafogo na rodada seguinte.

Do lado alviverde, o saldo disciplinar da noite foi mais caro. Barboza foi expulso nos acréscimos e Marlon Freitas levou o terceiro amarelo: os dois cumprem suspensão no Choque-Rei. O resultado e o efeito na tabela estão no pós-jogo do empate no Rio.

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Sobre o autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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