
Rômulo falou pela primeira vez sobre o próprio futuro desde que recusou uma proposta do futebol russo, e escolheu não cravar nada. Emprestado pelo Palmeiras ao Novorizontino até o fim de 2026, o atacante de 43 jogos e 16 gols na temporada empurrou a decisão para depois da Série B.
Eu estou bem focado nessa reta final de Série B. Deixo para o meu empresário resolver essas situações entre Novorizontino e Palmeiras. Sei que depois que acabar o campeonato vamos ter muitas coisas para conversar e ajeitar
O que ele disse, e o que não disse
Perguntado diretamente sobre voltar ao Palmeiras, não respondeu. Desviou para o presente: “Sei que tenho muitas coisas para resolver depois, mas tento focar ao máximo aqui nessa reta final”. E falou do que o move agora, que é o acesso — depois de ter chegado à final do Paulistão com o Novorizontino sem levantar a taça.
Os números que criaram o problema
São 43 partidas, 16 gols e 12 assistências em 2026 — 28 participações diretas em gols. É a melhor temporada da carreira dele, e aconteceu longe da Academia de Futebol. O Palmeiras mantém 70% dos direitos econômicos.
Por que isso virou um problema bom e difícil
O clube não conta com ele para 2027, e por isso a recusa à proposta europeia virou um impasse: a venda era o desfecho que resolvia a conta. Com o jogador optando por ficar, o Palmeiras chega ao fim do empréstimo com um atacante valorizado, em alta e sem lugar no elenco — e precisa achar outra porta de saída que não transforme a valorização em perda.
É o inverso do que acontece com Luighi em Nova York, onde o contrato já prevê opção de compra e percentual retido. No caso de Rômulo, o empréstimo termina e a conversa recomeça do zero. Ele é um dos sete emprestados com retorno previsto.
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