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Luighi leva o prêmio do mês em Nova York pela segunda vez

O atacante emprestado pelo Palmeiras foi escolhido o melhor do New York City FC em agosto e setembro. São 4 gols em 12 jogos, e o clube mantém 20% dos direitos.

Luighi atuando em Palmeiras 2 x 0 Bahia, pela 15ª rodada do Brasileirão 2024, no Allianz Parque (Foto: Cesar Greco/Palmeiras) (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)
Luighi atuando em Palmeiras 2 x 0 Bahia, pela 15ª rodada do Brasileirão 2024, no Allianz Parque (Foto: Cesar Greco/Palmeiras) (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

Luighi foi eleito o melhor jogador do mês do New York City FC em setembro — o segundo mês seguido em que leva o prêmio, depois de ter vencido também em agosto. O atacante de 20 anos, emprestado pelo Palmeiras em julho, marcou contra o New England Revolution no Yankee Stadium e de novo na vitória por 2 a 0 sobre o Real Salt Lake, fora de casa.

Um detalhe que a manchete costuma errar

O prêmio é o Etihad Player of the Month, escolha do próprio New York City FC entre os jogadores do elenco. Não é a premiação de melhor da MLS, concedida pela liga. A distinção importa: ganhar duas vezes seguidas num elenco que disputa os playoffs é um atestado de regularidade, não um título continental.

Os números do empréstimo

São 4 gols em 12 partidas, 526 minutos em campo — um gol a cada 131 minutos. Pela MLS especificamente foram 9 jogos, 6 deles como titular. É um aproveitamento alto para quem chegou em julho e precisou se adaptar a liga, idioma e calendário novos.

A comparação com o semestre anterior explica por que ele saiu: no primeiro semestre de 2026, Luighi entrou em campo 18 vezes pelo profissional do Palmeiras e marcou 2 gols, espremido numa concorrência que tem Vitor Roque, Flaco López, Jhon Arias, Ramón Sosa e Paulinho.

131 min
é o intervalo médio entre os gols de Luighi pelo New York City FC: 4 em 526 minutos desde que chegou, em julho
New York City FC

O que o Palmeiras ganha com isso

O negócio foi desenhado para que o clube lucre nos dois cenários. O empréstimo rendeu US$ 300 mil, e o contrato prevê opção de compra de US$ 6 milhões ao fim do vínculo. Mesmo que o New York City exerça essa opção, o Palmeiras mantém 20% dos direitos econômicos — ou seja, segue sócio de uma eventual revenda do atacante a um clube maior.

Para o torcedor, o recado é o de sempre na Academia: jogador que não cabe no elenco agora não vira prejuízo. As cinco maiores vendas da era Leila saíram todas da base, e o caminho de Luighi — que já vinha marcando em jogos seguidos — é o estágio anterior ao que fez a conta fechar nos outros casos.

O Palmeiras ainda tem sete emprestados com retorno previsto e acompanha cada um deles pensando em 2027.

Atualização: o Palmeiras confia que a compra vai acontecer

A apuração do UOL acrescenta a peça que faltava: o clube acredita que o New York City FC vai exercer a opção de compra, de US$ 6 milhões, cerca de R$ 30 milhões. O empréstimo, fechado em julho, rendeu US$ 300 mil — por volta de R$ 1,5 milhão. Luighi tem contrato com o Palmeiras até o fim de 2029, mas a avaliação interna é de que ele não fica até lá.

O contraste que explica a virada

Os números da base sempre apontaram para cima: foi artilheiro do Sub-17 em 2023, com 22 gols em 21 jogos, e do Sub-20 em 2024, com 19 em 36. Foi isso que o levou ao elenco de Abel Ferreira. No profissional, porém, foram 45 jogos e apenas 5 gols, com a torcida cobrando pelas chances perdidas.

Em Nova York, ele fez 4 gols em 12 partidas — quase o mesmo total que levou 45 jogos para alcançar no Palmeiras. E o clube ainda mantém 20% dos direitos econômicos numa revenda futura, o que transforma a transferência em duas receitas, não uma.

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Sobre o autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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