
Rômulo virou um dos melhores jogadores da Série B enquanto pertence ao Palmeiras — e esse é justamente o problema. O meia-atacante de 24 anos, emprestado ao Novorizontino até o fim de 2026, soma 15 gols e 12 assistências em 41 partidas na temporada, recusou uma proposta da Rússia que o clube havia aprovado e tem contrato com o alviverde até dezembro de 2028. A conta sobra para 2027.
A oferta que ele disse não
A proposta vinha do futebol russo e girava em torno de US$ 4 milhões, cerca de R$ 21 milhões. O Palmeiras aprovou a negociação; o jogador não quis e preferiu seguir no Brasil. O caso mostra um detalhe que muda o preço de qualquer venda futura: ele tem contrato longo, mas também tem preferência sobre destino — e já a exerceu.
Enquanto isso, ele empurra o Novorizontino na briga pelo acesso à Série A. O clube do interior quer mantê-lo, mas não alcança o valor que o Palmeiras pede, e o empréstimo vence no fim do ano.
Três interesses que não se encaixam
O Palmeiras quer vender, o Novorizontino quer ficar e não pode pagar, e o jogador quer escolher para onde vai. Nenhum dos três cenários se resolve sozinho, e as conversas devem ser retomadas no começo de 2027, quando o empréstimo já terá acabado.
O modelo, em si, é o que o clube vem praticando: o Palmeiras negocia jovens formados ou valorizados fora e usa a receita para repor o elenco, como fez ao fechar a última janela perto da meta de vendas.
Se voltar sem ser negociado, Rômulo encontra um ataque concorrido, com Flaco López e Vitor Roque entre os dois jogadores mais valiosos do futebol brasileiro.
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