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Futebol

VOTE! Palmeiras vendeu Allan no meio do mata-mata. Foi a decisão certa?

O Manchester City anunciou Allan por cerca de 40 milhões de euros, a terceira maior venda da história do Palmeiras. O valor é recorde, mas a saída chega no meio do mata-mata.

Allan Elias comemora gol pelo Palmeiras
Allan Elias comemora gol pelo Palmeiras

O Manchester City anunciou Allan nesta segunda-feira, e o Palmeiras fechou a maior operação da sua janela: cerca de 40 milhões de euros, entre parte fixa e bônus, pelo atacante de 20 anos. É a terceira maior venda da história do clube.

O número é incontestável. O momento, não. Allan sai a duas semanas das quartas da Libertadores e a um dia da volta das quartas da Copa do Brasil — as duas competições que ainda podem definir a temporada alviverde.

O que entrou no caixa

A transferência coloca o Palmeiras num patamar raro do mercado brasileiro: com Allan, o clube passa a ter quatro das doze maiores vendas da história do futebol nacional, considerando valores corrigidos pela inflação. O ranking interno das maiores vendas mudou de cara.

Do valor total, o Palmeiras fica com 90% — o Figueirense, formador do atacante, mantém percentual sobre a transferência. O contrato com o City é de cinco anos.

O que saiu do elenco

Allan não foi a única baixa ofensiva da janela. Riquelme Fillipi, de 19 anos, também acertou com o Inter Miami, por 6 milhões de dólares referentes a 60% dos direitos econômicos. São duas pontas a menos em duas semanas.

O ataque já vinha desfalcado por lesão. Jhon Arias, Ramón Sosa e Paulinho passaram por período de departamento médico, e Arias só voltou a treinar com o grupo nesta segunda-feira. A reposição interna testada até aqui é Heittor, de 19 anos, com características diferentes das de Allan.

A venda de Allan em dois lados

Por que foi acerto

  • Terceira maior venda da história do clube, com 90% do valor ficando no Palmeiras
  • Quatro das doze maiores vendas do futebol brasileiro passam a ser alviverdes
  • Allan tinha 20 anos e o valor dificilmente se repetiria em outra janela
  • O elenco já tinha alternativas para a ponta, na leitura da comissão técnica

Por que incomoda

  • A saída acontece no meio das quartas da Libertadores e da Copa do Brasil
  • Riquelme Fillipi saiu na mesma janela, e foram duas pontas em duas semanas
  • Arias, Sosa e Paulinho passaram por lesão no mesmo período
  • O clube decidiu não repor, e a janela fecha em 11 de setembro

O clube decidiu não repor

A posição do departamento de futebol é conhecida e foi reafirmada depois do empate com o Mirassol: Abel Ferreira descartou pedir contratação e disse que o que precisa é recuperar dois ou três jogadores que já estão no elenco.

O único nome que circulou com força foi o de Helinho, do Toluca, mas o Palmeiras nunca abriu negociação e agora tem concorrência russa pelo atacante. A janela brasileira fecha em 11 de setembro.

Setembro responde

A conta só fecha em campo. O Palmeiras tem seis jogos até o dia 20, com as quartas da Libertadores contra a LDU no meio do caminho — a agenda completa está aqui. Se o time passar pelas duas eliminatórias, os 40 milhões viram lucro sem preço esportivo. Se cair, a discussão volta com outro tom.

E você, o que acha?

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Sobre o autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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