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Jogo e jogadores citados no texto
Perguntado se o Palmeiras precisa ir ao mercado depois de perder dois atacantes na janela, Abel Ferreira respondeu sem rodeios e devolveu a cobrança para dentro do vestiário. Para o técnico, o problema do empate com o Mirassol não foi falta de opção — foi falta de rendimento de dois ou três jogadores que já estão no elenco.
Não é preciso. É preciso que os nossos estejam em boa forma. É isso que eu quero
“A minha equipa correu, lutou, transpirou”
Abel separou entrega de execução, e foi ali que localizou o problema da noite no Campos Maia. O time correu; o que faltou foi acertar a bola.
Não há dúvidas que a minha equipa correu, não há dúvidas que a minha equipa lutou, não há dúvidas que a minha equipa transpirou. Mas onde se nota, em dois ou três jogadores, é nas ações técnicas.
Abel Ferreira
Os números da partida sustentam a leitura: o Palmeiras finalizou 14 vezes e acertou o alvo apenas três, enquanto o Mirassol acertou cinco em onze. Nos cruzamentos, foram 21 tentativas e seis certos.
O treinador também antecipou a defesa contra a acusação de que trata alguns jogadores de forma diferente: “eu não treinei o Roque de maneira diferente, treinei exatamente igual como treino os outros. Eu não treinei o López de maneira diferente”. E sugeriu o exercício de olhar um por um: “consegues de uma forma muito simples dizer: este jogador pode e tem que dar mais, este jogador está dentro do nível”.
A semana que o Mirassol teve e o Palmeiras não
Antes de cobrar, Abel creditou parte da dificuldade ao calendário. O Mirassol teve sete dias para preparar a partida; o Palmeiras chegou de uma decisão da Copa do Brasil na quarta-feira anterior.
“O adversário preparou bem o nosso jogo, teve uma semana inteira para preparar o nosso jogo, fisicamente mais frescos”, disse. Ele lembrou que já reconheceu essa vantagem quando ela esteve do lado alviverde, no jogo contra o Vasco: “a vantagem de ter mais um dia — aqui não é o caso, é uma semana — faz toda a diferença”. E detalhou onde o desgaste aparece: “a parte física depois interfere no cruzamento, no passe, no remate, na decisão, na técnica”.
O clima também entrou na conta. Segundo o treinador, o gramado estava bom, mas o calor tornou a noite “extremamente quente e difícil para jogar”.
“Estamos a lutar por três”
Apesar da cobrança, Abel não mudou o discurso sobre disputar tudo até o fim — e usou o título já conquistado na temporada como argumento de que a aposta se justifica.
O primeiro título já ganhamos. Quando eu não o ganhei, eu sei muito bem o que é que eu sofri. Temos um título e estamos a lutar por três, e vamos lutar por eles até ao fim com todas as nossas forças e, se for preciso, no sacrifício, na raça.
Abel Ferreira
O técnico ainda pediu sorte no departamento médico — o Palmeiras chegou a Mirassol com cinco jogadores fora e perdeu outros no caminho: “o futebol não é só a competência, é preciso ter também um pouquinho de sorte”. A entrevista completa está em assista à coletiva de Abel Ferreira.
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