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Jogo e jogadores citados no texto
Abel Ferreira usou a palavra “inacreditável” quatro vezes na entrevista coletiva depois do empate em 1 a 1 com o Mirassol, e todas foram sobre a arbitragem de João Vitor Gobi. O técnico do Palmeiras não reclamou de um lance específico: reclamou do critério do jogo inteiro e, principalmente, da escalação de árbitros para partidas decisivas.
O critério é completamente inacreditável. É inacreditável como é que o Felipe leva uma gravata e nem falta. É inacreditável como é que expulsa o miúdo, o Arthur
Os três lances que o técnico citou
Abel listou três decisões na mesma resposta. A primeira foi uma falta não marcada em Felipe Anderson — “leva uma gravata e nem falta”, disse. A segunda, uma entrada em Marlon Freitas logo no início do jogo: “a falta que há sobre o Marlon, ele não marca falta e não dá amarelo”. A terceira foi a expulsão de Arthur, aos 90+8, por acúmulo de cartões.
O argumento do treinador não é que os lances foram errados isoladamente, e sim que o critério mudou dentro da mesma partida: “se ele segue o critério igual do jogo todo, não pode”. E, na leitura dele, foi essa oscilação que criou o clima nos dois bancos de reservas — Abel fez questão de dizer que a irritação foi “de uma e de outra equipa, não é só de uma”.
A cobrança que passa da noite de domingo
A parte mais dura da fala não foi sobre Gobi, e sim sobre quem escala Gobi. Abel disse conhecer o árbitro — “este senhor arbitra-nos o Paulistão” — e emendou que o Brasil tem quadro melhor para jogos desse peso.
Num jogo em que o Mirassol está para não descer, nós queremos para estes jogos os melhores árbitros. E na minha opinião, no Brasil tem muitos melhores árbitros para este tipo de competições. Ponto.
Abel Ferreira
Ele voltou ao tema no fim da entrevista, com a lembrança de que o campeonato está longe de acabar: “estamos a quatro meses do fim, não estamos na primeira jornada”. O pedido, repetido duas vezes, é de que os jogos mais decisivos recebam os árbitros mais preparados.
Abel fechou com o que soou como um desejo e um recado ao mesmo tempo: “eu gostava era de fazer um jogo calmo, um jogo em que nós não nos tivéssemos que irritar por um fator externo”.
O que a expulsão custa
Arthur levou o primeiro amarelo aos 90+6 e o segundo aos 90+8, os dois por falta. Ele cumpre suspensão na próxima rodada do Brasileirão, contra o Botafogo, dia 6 de setembro — mas está à disposição para a decisão de quarta-feira contra o Santos, na Vila Belmiro, porque os cartões são contados por competição. É uma baixa sensível: volante de origem, Arthur vinha jogando de lateral esquerdo por causa das lesões de Piquerez e Jefté.
A entrevista completa está em assista à coletiva de Abel Ferreira, e a ficha da partida, com todos os cartões e as estatísticas, na página de Mirassol x Palmeiras.
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