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Finanças

Palmeiras e Sportingbet tentam evitar o fim do contrato, mas suspensão é possível

Clube e patrocinadora negociam nos bastidores, a marca sai da camisa contra o Bahia e o acordo pode ser suspenso em vez de rompido.

Leila Pereira, presidente do Palmeiras
Leila Pereira, presidente do Palmeiras

Palmeiras e Sportingbet tentam evitar o fim do contrato de patrocínio máster, mas a suspensão do acordo não está descartada. As conversas com a diretoria alviverde são contínuas, e a camisa que entra em campo contra o Bahia, na quinta-feira (8), às 21h30, no Nubank Parque, já não poderá levar a marca: o prazo para tirar a publicidade de apostas do ar termina em 5 de outubro.

O Palmeiras manteve a patrocinadora nos uniformes de treino e nas redes sociais até agora e tinha autorização para usar o espaço principal da camisa até o fim do dia 5. A empresa, por sua vez, diz enxergar a parceria como um projeto de longo prazo e quer seguir colaborando com o mercado regulado e com os órgãos do governo.

O que a Sportingbet fez antes de sentar com o clube

Segundo o executivo Antônio Forjaz, responsável pela operação da empresa na América Latina, a prioridade imediata foi alinhar medidas internas, organizar as áreas operacional e tecnológica e garantir os compromissos vigentes, entre eles os contratos com Palmeiras e Vasco, para honrar os pagamentos antes de avançar na conversa com os clubes. O próprio Forjaz já havia dito que a parceria segue de pé enquanto a medida provisória não passa pelo Congresso, e a empresa marcou reunião com os dois clubes para tratar do destino dos acordos, como o Portal do Palestra mostrou na explicação sobre o prazo de 5 de outubro.

Suspender e romper são coisas diferentes. Na suspensão, o vínculo continua de pé enquanto a regra está em vigor; na rescisão, o contrato acaba. É essa diferença que as duas partes disputam agora, e ela pesa no caixa.

A conta do contrato: 7,4% da receita, não 10%

Na última temporada, a Sportingbet pagou ao Palmeiras R$ 120 milhões: R$ 100 milhões fixos e R$ 20 milhões em variáveis por metas. Há quem trate o valor como quase 10% da receita do clube, mas a conta não fecha. O balanço auditado de 2025 registra receita operacional de R$ 1,63 bilhão, e R$ 120 milhões sobre esse total dão 7,4%. Só o valor fixo representa 6,1%. O contrato aceita bônus de até R$ 70 milhões por temporada e vale até o fim de 2027, o que ajuda a explicar por que o clube travou a negociação com a Leapmotor e quer ver o que acontece com a medida provisória.

7,4 %
Fatia dos R$ 120 milhões pagos pela Sportingbet na última temporada (R$ 100 milhões fixos mais R$ 20 milhões em bônus) sobre a receita operacional de R$ 1,63 bilhão do Palmeiras em 2025, pelo balanço auditado.
Palmeiras

Se a suspensão virar o caminho, o clube ganha tempo para esperar o Congresso, que tem 120 dias para analisar a medida, mas segue sem a marca na camisa e sem substituto definido para o espaço. O Portal do Palestra já detalhou de onde o clube pode tirar a receita se a bet não voltar, e o quadro completo do caixa está em Finanças do Palmeiras.

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Thiago Gomes

Autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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