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Finanças

Palmeiras enfrenta o Bahia sem a bet na camisa; Entenda o prazo

A medida provisória dá prazo até 5 de outubro para toda publicidade de apostas sair do ar, inclusive do uniforme. O Palmeiras volta a jogar no dia 8, contra o Bahia.

Palmeiras estreia novo patrocinador na camisa
Palmeiras estreia novo patrocinador na camisa

O Palmeiras volta a jogar em 8 de outubro, contra o Bahia, e vai entrar em campo com uma camisa diferente da que usou até a parada. A medida provisória que encerrou as apostas de quota fixa deu prazo até 5 de outubro para que toda a publicidade do setor saia do ar — e o uniforme está nessa lista. Três dias depois do fim do prazo, o Verdão abre a retomada do Brasileirão sem a marca da Sportingbet no peito.

O que o prazo alcança

A regra não se limita à camisa. Vale para qualquer conteúdo que ofereça, promova, divulgue ou facilite o acesso às apostas de quota fixa e seja dirigido ao público brasileiro, não importa o formato. Entram placas de estádio, vinhetas de transmissão, painéis de rua e publicações patrocinadas. A partir de 6 de outubro, os sites e aplicativos também deixam de operar; o saque de saldo vai até o dia 5.

As datas que mudam a camisa do Palmeiras

  1. Segunda, 5/10 O prazo acaba Último dia para que toda publicidade de apostas de quota fixa saia do ar, no meio físico e no digital. Camisa, placa de estádio, vinheta e post patrocinado entram na conta.
  2. Terça, 6/10 Os sites saem do ar Plataformas de aposta deixam de operar no país. Os apostadores podem sacar o saldo até o dia 5.
  3. Quinta, 8/10 Palmeiras x Bahia Primeiro jogo do Palmeiras depois do prazo, pela 29ª rodada do Brasileirão, no Nubank Parque.

A reunião que a patrocinadora marcou

Antes do prazo, a Sportingbet convocou uma conversa com os dois clubes que patrocina no Brasil: Palmeiras e Vasco. A pauta é o destino dos contratos — rescisão ou renegociação —, segundo apuração dos jornalistas Rafael Oliva e Guilherme Abrahão, da Rádio Itatiaia. É a primeira mesa formal depois de semanas em que as duas pontas falaram em público sem se sentar.

As posições chegam diferentes. O Palmeiras mantém a cautela, não entra como autor de ação judicial e vai participar do processo no Supremo apenas como interessado, enquanto observa o mercado. O Vasco, com a Almirante Participações dona de 90% da SAF, não deve criar obstáculo a uma rescisão — o presidente Pedrinho afirmou à Cazé TV que “a saída da bet vai me afetar zero financeiramente”, porque o investidor assume o fluxo de caixa.

O que entra no lugar

Nada, por enquanto. O Palmeiras tinha um caminho pronto — levar a Leapmotor ao espaço nobre do uniforme —, mas pisou no freio depois de ouvir de operadores do setor no exterior que a proibição tende a não se sustentar. A leitura da diretoria é que fechar um máster de longo prazo agora, com o preço deprimido pela incerteza, seria vender barato o ativo comercial mais valioso do clube.

O contrato com a Sportingbet prevê R$ 100 milhões fixos por temporada mais até R$ 70 milhões em bonificações, e vai até o fim de 2027 — razão pela qual nenhum dos dois lados tem pressa em rasgar o papel. Enquanto isso, o clube estuda como repor a receita e carrega um déficit acumulado no ano.

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Thiago Gomes

Autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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