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Campeonato Paulista

Os números do Palmeiras campeão paulista de 1966

A Gazeta Esportiva Ilustrada explicou a campanha do Palmeiras campeão de 1966, da troca de técnicos aos números do título.

Manchete da reportagem sobre o Palmeiras campeão paulista de 1966.
Recorte da Gazeta Esportiva Ilustrada preservado pelo Portal do Palestra.

O Palmeiras terminou 1966 como campeão paulista, dono da defesa menos vazada e líder de arrecadação do torneio. A campanha, porém, não foi uma linha reta. Uma reportagem em duas páginas da Gazeta Esportiva Ilustrada mostrou como reforços, mudanças táticas e uma troca de técnico conduziram o time ao título.

O texto de Armando de Castro apresentou o campeão como a melhor equipe da competição. Também registrou um momento delicado no returno: Fleitas Solich alterou o sistema, deslocou Ademir da Guia e perdeu o cargo depois da derrota para o Noroeste. Mário Travaglini assumiu, reorganizou o grupo e completou a conquista.

Primeira página da reportagem da Gazeta Esportiva Ilustrada sobre o título paulista do Palmeiras em 1966.
A primeira página da análise da campanha campeã de 1966.

O elenco de 1965 recebeu dois reforços importantes

A base vice-campeã no ano anterior foi mantida. As novidades destacadas pela revista foram Minuca, que completou a defesa, e o peruano Gallardo, contratado para dar maior força ao ataque. A continuidade permitiu que o time partisse de um estágio avançado de entrosamento.

O meio-campo precisou de ajustes. Dudu enfrentou limitações físicas em parte da campanha, e Zequinha apareceu como substituto. Suingue também recebeu oportunidades. A reportagem descreve um elenco capaz de absorver mudanças sem perder a disputa pelo topo.

A mudança para o 4-3-3 desorganizou o time

No returno, Fleitas Solich decidiu modificar o sistema. Ademir da Guia passou a atuar aberto pela esquerda apenas na disposição inicial; durante o jogo, aproximava-se do meio ao lado de Dudu ou Zequinha e Suingue. A ideia não produziu o equilíbrio esperado.

A derrota diante do Noroeste acelerou a saída do treinador. A revista interpretou o episódio como ponto de ruptura. O Palmeiras ainda tinha qualidade e posição na tabela, mas precisava recuperar confiança e organização para não permitir que a reta final comprometesse o trabalho de toda a temporada.

Mário Travaglini recompôs a equipe

Travaglini assumiu um ambiente pressionado e contornou os problemas. O fechamento da campanha incluiu uma vitória de grande peso sobre o São Paulo, seguida pela festa do título. A troca no comando aparece no documento como decisão central para restaurar o funcionamento coletivo.

O treinador se tornaria um nome importante na história alviverde. Em 1966, seu mérito imediato foi reorganizar um elenco experiente sem romper com a identidade técnica que já distinguia a equipe. O resultado foi o segundo título paulista do Palmeiras em quatro temporadas.

Segunda página da reportagem da Gazeta Esportiva Ilustrada com os números do Palmeiras campeão de 1966.
Os números publicados pela revista depois do título paulista de 1966.

A revista reuniu os números de um campeão completo

Segundo a Ilustrada, o Palmeiras perdeu 13 pontos, cinco a menos que o vice Corinthians. A defesa sofreu 31 gols e registrou apenas um gol contra. Valdir apareceu com média de 1,10 gol sofrido por partida em 28 jogos, enquanto Ademar foi destacado como terceiro artilheiro do campeonato, com 19 gols.

A disciplina também recebeu atenção: a publicação contabilizou somente uma expulsão palmeirense, de Rinaldo. No aspecto financeiro, atribuiu ao clube uma renda acumulada de 877.124.500 cruzeiros. Esses valores pertencem à contabilidade e à moeda daquele período, mas ajudam a medir o tamanho popular da campanha.

A temporada completa de 1966 organiza os resultados do ano. A linha histórica do Palmeiras no Campeonato Paulista mostra o lugar da conquista entre as taças estaduais do clube.

A construção do título de 1966

  1. Início da temporada Minuca e Gallardo reforçam o elenco O Palmeiras preserva a base de 1965 e corrige setores específicos.
  2. Primeiro turno Equipe se mantém na disputa A qualidade técnica sustenta a campanha entre os líderes.
  3. Returno Solich altera o sistema A mudança tática desloca peças e reduz o rendimento coletivo.
  4. Após a derrota para o Noroeste Mário Travaglini assume O novo técnico reorganiza o time e recupera a confiança.
  5. Fim de 1966 Palmeiras confirma o título A vitória sobre o São Paulo antecede a celebração alviverde.

Um título no auge da Primeira Academia

A equipe campeã reunia nomes como Djalma Santos, Djalma Dias, Ademir da Guia, Dudu, Servílio e Rinaldo. Era um elenco de técnica elevada e repertório suficiente para sobreviver a uma crise no comando. A conquista reforçou o lugar da Primeira Academia entre as grandes formações do futebol brasileiro.

Na Enciclopédia Alviverde, as páginas da revista acrescentam detalhes que a tabela não preserva: a discussão tática, a tensão da troca de treinadores e os critérios usados pela imprensa para definir um campeão completo. É nessa combinação de números e contexto que a memória de 1966 ganha profundidade.

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Sobre o autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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