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Futebol

Palmeiras 2 x 1 Botafogo em 1946: uma vitória de qualidade

A Gazeta considerou o placar pequeno para a superioridade do Palmeiras na vitória sobre o Botafogo no Parque Antarctica em março de 1946.

Registro dos jogadores do Botafogo na página de A Gazeta sobre a partida de 1946.
Imagem histórica do acervo do Portal do Palestra, tratada com ajustes tradicionais de contraste, cor e nitidez.

Em 27 de março de 1946, o Palmeiras venceu o Botafogo por 2 a 1 e ampliou uma sequência que A Gazeta classificou como série de “vitórias de qualidade”. A reportagem do dia seguinte considerou o placar apertado para a diferença de rendimento vista no campo e elogiou a organização alviverde diante de um dos grandes clubes cariocas.

O documento preservado pelo Portal do Palestra mostra uma partida interestadual cercada de expectativa. Heleno, Tim e outros nomes conhecidos integravam o adversário, mas o jornal entendeu que o Palmeiras produziu mais futebol, controlou a maior parte do encontro e poderia ter alcançado resultado mais amplo.

Página de A Gazeta de 28 de março de 1946 sobre a vitória do Palmeiras por 2 a 1 sobre o Botafogo.
Acervo do Portal do Palestra: A Gazeta analisou a vitória palmeirense por 2 a 1 sobre o Botafogo no Parque Antarctica, em 1946.

O Palmeiras entrou como equipe mais organizada

A crônica descreveu o time da casa como mais vistoso e acabado. A circulação de bola, o trabalho do meio-campo e a capacidade de chegar pelos lados criaram uma diferença que nem sempre apareceu no placar. O Botafogo resistiu graças à defesa e a intervenções que impediram uma derrota maior.

O Palmeiras também enfrentou uma dificuldade importante. Canhotinho foi expulso ainda no primeiro tempo, justamente quando a equipe vivia um de seus melhores momentos. Mesmo com dez jogadores, o conjunto não perdeu o controle técnico, embora tenha reduzido a produção ofensiva.

Dois gols rápidos construíram a vantagem

O primeiro gol surgiu depois de uma jogada alviverde que terminou em desvio da defesa botafoguense. Apenas dois minutos depois, Mantovani cobrou um escanteio e a pressão produziu o segundo. A rapidez confirmou a superioridade daquele trecho e colocou o visitante diante de uma tarefa difícil.

O Botafogo ainda encontrou seu gol e tentou reagir. A ameaça final serviu, segundo o jornal, para destacar a segurança da retaguarda do Palmeiras. Rodrigues apareceu em lances de risco, enquanto Caieira e Osvaldo foram elogiados pela consistência.

A expulsão não destruiu a estrutura alviverde

Jogar com um atleta a menos poderia ter mudado completamente a partida. O texto, porém, observa que o Palmeiras manteve a qualidade. A equipe perdeu parte do poder de fogo, mas conservou posições, protegeu a área e não permitiu que o adversário transformasse nomes conhecidos em domínio efetivo.

O próprio Botafogo também terminou com dez depois da expulsão de Sarno. Os incidentes deixaram o jogo mais tenso, sem retirar do Palmeiras o reconhecimento pela melhor atuação no conjunto dos 90 minutos.

O amistoso fazia parte de uma afirmação interestadual

Partidas contra clubes de outros estados eram vitrines importantes. Sem um campeonato nacional regular nos moldes posteriores, esses encontros ajudavam a medir prestígio, comparar escolas de futebol e movimentar grandes públicos. Vencer um adversário carioca reforçava a projeção do Palmeiras além de São Paulo.

O clube já possuía capítulos anteriores contra o mesmo adversário. Em 1929, o Palestra venceu o Botafogo no futebol e no basquete. O histórico de confrontos com o Botafogo permite acompanhar a evolução desse encontro entre camisas tradicionais.

A temporada de 1946 situa a partida em um ano de excursões e compromissos relevantes. A viagem em que o Palmeiras bateu o Internacional em Porto Alegre mostra a mesma disposição de enfrentar adversários fortes fora do circuito paulista.

A noite de Palmeiras e Botafogo em 1946

  1. Primeiro tempo Palmeiras assume o controle A equipe alviverde cria mais e apresenta organização superior.
  2. Durante a pressão Canhotinho é expulso O time da casa precisa reorganizar o ataque com dez jogadores.
  3. Dois minutos decisivos A vantagem chega rapidamente Um desvio defensivo e um escanteio cobrado por Mantovani constroem o 2 a 0.
  4. Reação carioca Botafogo reduz a diferença A defesa palmeirense suporta o trecho de maior ameaça visitante.
  5. 28 de março de 1946 A Gazeta avalia a vitória O jornal considera o 2 a 1 pequeno diante da superioridade alviverde.

Um resultado que vale pela comparação entre escolas

Na Enciclopédia Alviverde, a partida ajuda a contar como o Palmeiras construiu reputação nacional antes das competições brasileiras modernas. O placar, a renda, as escalações e a leitura do jornal formam uma ficha completa de uma noite em que o clube confirmou sua força interestadual.

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Sobre o autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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