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História

A Primeira Academia: A história do Esquadrão que vestiu a Amarelinha

Palmeiras representou a seleção brasileira em 1965
Palmeiras representou a seleção brasileira em 1965

Na década de 60, o futebol brasileiro era dominado por um time que parecia imbatível: o Santos de Pelé. Mas em São Paulo, um esquadrão alviverde se ergueu não apenas para rivalizar, mas para jogar de igual para igual com o Rei do Futebol, praticando um futebol tão técnico e vistoso que entrou para a história como a Primeira Academia de Futebol do Palmeiras.

Liderado pela classe de Ademir da Guia, este time não só empilhou títulos, mas teve a honra única de representar a Seleção Brasileira por inteiro, um feito que imortalizou sua grandeza.

O Nascimento do Futebol-Arte

A Primeira Academia começou a ser moldada no início dos anos 60. Com uma base sólida e contratações pontuais, o Palmeiras reuniu uma geração de craques que privilegiavam a técnica e a inteligência sobre a força. O time contava com uma defesa lendária, com nomes como Djalma Santos, Djalma Dias e Valdir Joaquim de Moraes no gol.

No meio-campo, a genialidade de Ademir da Guia, o Divino, ditava o ritmo, e no ataque, a velocidade de Julinho Botelho e a força de craques como Servílio e Vavá completavam um time equilibrado e letal.

O Dia em que o Palmeiras foi o Brasil

O capítulo mais emblemático da história desta geração aconteceu em 7 de setembro de 1965. Na inauguração do Estádio Mineirão, a CBD (hoje CBF) convidou o time completo do Palmeiras – jogadores, comissão técnica e até o massagista – para representar a Seleção Brasileira em um amistoso contra a forte seleção do Uruguai.

Vestindo a camisa canarinho, a Academia do Palmeiras entrou em campo e não decepcionou. Com uma atuação de gala, venceu o Uruguai por 3 a 0, com gols de Rinaldo, Tupãzinho e Germano. Foi a primeira e única vez na história que um clube inteiro representou oficialmente a Seleção Brasileira. O feito rendeu ao clube a Taça Independência e a admiração de todo o país.

Os Títulos e a Rivalidade com o Santos de Pelé

A Primeira Academia foi um dos poucos times no mundo que conseguiu quebrar a hegemonia do Santos de Pelé. Os duelos entre Palmeiras e Santos na década de 60 eram o maior clássico do futebol brasileiro, partidas que paravam o país.

Este esquadrão conquistou títulos de enorme expressão:
Campeonato Paulista: 1963 e 1966
Torneio Rio-São Paulo: 1965
Taça Brasil (Brasileirão): 1967
Torneio Roberto Gomes Pedrosa (Brasileirão): 1967

A conquista da Taça Brasil de 67, em uma final contra o Náutico, e o Robertão no mesmo ano, solidificaram o Palmeiras como a principal força do futebol nacional ao lado do Santos.

O Legado da Academia

A Primeira Academia deixou um legado que vai além das taças. Ela criou um padrão de “futebol bem jogado”, uma identidade que seria perseguida e alcançada novamente pela Segunda Academia, nos anos 70. Ela provou que era possível ser campeão com arte e elegância, e colocou o Palmeiras em um patamar de respeito e admiração.

Este capítulo glorioso é uma das joias da nossa Enciclopédia Alviverde.

Palmeiras 3 x 0 Uruguai

A Academia como Seleção Brasileira – 07/09/1965

Valdir; Djalma Santos, Djalma Dias e Ferrari; Dudu e Ademir da Guia; Julinho Botelho, Servílio, Tupãzinho, Ademar Pantera e Rinaldo.
Entraram: Picasso, Germano, Procópio e Zequinha.
Técnico: Filpo Núñez

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Sobre o autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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