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Jogo e jogadores citados no texto
Agora é para valer. O Tribunal Pleno do STJD julgou o recurso do Palmeiras nesta sexta-feira, 11 de setembro, e aumentou a punição de Abel Ferreira de dois para três jogos pelo chute no microfone. O efeito suspensivo caiu, e o auxiliar João Martins assume o comando à beira do campo já no clássico com o São Paulo, neste sábado.
A pergunta que o torcedor faz sempre que o português é afastado tem resposta em número, e ela é menos dramática do que a expectativa.
Martins já comandou o Palmeiras em 38 partidas ao longo da Era Abel. São 20 vitórias, 12 empates e seis derrotas. O aproveitamento fica pouco abaixo do que o português acumula em 405 jogos à frente do clube — uma diferença de menos de três pontos percentuais.
Quem já comandou o Palmeiras na Era Abel
- Abel Ferreira 405 jogos, 239 vitórias, 92 empates e 74 derrotas — 66,58% de aproveitamento.
- João Martins 38 jogos, 20 vitórias, 12 empates e 6 derrotas — 63,16% de aproveitamento.
- Vitor Castanheira 3 jogos, 1 vitória, 1 empate e 1 derrota — 44,44% de aproveitamento.
- Carlos Martinho 1 jogo e 1 vitória — 100%, mas com amostra pequena demais para valer comparação.
Só nesta edição do Brasileirão, a divisão já foi grande: nas 22 primeiras rodadas, Abel comandou 13 jogos e João Martins ficou com nove. O português somou 76,9% de aproveitamento no recorte, com nove vitórias, três empates e uma derrota; o auxiliar fez 66,7%, com cinco vitórias, três empates e uma derrota. O time chegou à 22ª rodada líder isolado, com 48 pontos.
Há ainda um detalhe que desmonta a ideia de que o banco muda de comportamento sem o técnico: no levantamento do Data Palestra sobre as substituições, a primeira troca de João Martins sai em média aos 61,6 minutos, contra 62,9 de Abel. Um minuto e três décimos de diferença.
O auxiliar não perde desde março
O recorte recente é ainda mais favorável. A última derrota de Martins no comando foi em março, por 2 a 1 para o Vasco, em São Januário. De lá para cá, foram quatro vitórias e três empates. Antes daquele jogo, o auxiliar havia dirigido a equipe no 1 a 1 com o Guarani, pela última rodada do Paulistão.
Martins também não é um estranho para o grupo nem para o microfone: já enfrentou a coletiva sozinho depois de jogo polêmico, e a comissão trabalha com o mesmo plano de jogo, seja quem for que fique em pé na linha lateral.
Por que Abel foi liberado — e por que o caso continua aberto
A punição não foi anulada, apenas parada. O Palmeiras recorreu e pediu efeito suspensivo, e a auditora Antonieta da Silva deferiu o pedido na tarde deste sábado, citando a divergência de votos na 3ª Comissão Disciplinar. Abel comanda o time no Nilton Santos, mas a suspensão de dois jogos volta a valer se o Pleno do STJD mantiver a condenação — e o jogo com o São Paulo, no dia 12, depende de quando essa sessão for marcada.
Os outros dois auxiliares que já assumiram o comando na Era Abel têm amostras pequenas: Vitor Castanheira em três jogos e Carlos Martinho em um só. O confronto no Rio de Janeiro está detalhado no pré-jogo de Botafogo x Palmeiras.
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