
O Palmeiras ficou sem representante na reunião que a Conmebol convocou com os quatro semifinalistas da Libertadores, na sede da entidade, no Paraguai. Leila Pereira não foi, e o clube tentou enviar vice-presidentes no lugar dela. A Conmebol vetou: o encontro era de presidentes, e a entidade não aceitou a substituição por dirigentes subordinados.
O que se discutiu na mesa
A pauta era organização das semifinais: temas comerciais, logísticos e operacionais das partidas. É o tipo de reunião em que se alinham detalhes de mando, operação de estádio, obrigações de transmissão e patrocínio — assuntos que, no caso alviverde, estão longe de resolvidos.
O Palmeiras enfrenta o Fluminense e vive justamente um impasse operacional: a carga de torcida visitante no Nubank Parque, que exige laudo do Corpo de Bombeiros e ajustes na arena e depende de liberação dos órgãos de segurança de São Paulo.
Por que a ausência pesa mais do que parece
Não há sanção, e o clube segue com os mesmos direitos de qualquer semifinalista. O custo é político: quando os outros três presidentes estão na sala e o quarto não, as combinações informais acontecem sem a leitura alviverde, e o que se ajusta ali costuma chegar depois como decisão tomada.
A ausência também soma a um histórico de atritos da presidente com a entidade e com rivais em temas de estádio e mando, incluindo a definição da ordem dos mandos desta semifinal. Nenhum dos dois lados tratou publicamente o episódio como crise.
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