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Exclusivo: Palmeiras já procura novo patrocinador

Apuração do Portal do Palestra: com a Sportingbet avisando que pode encerrar o contrato, a diretoria já conversa com interessados na camisa. A Leapmotor levantou a mão.

Camisa do Palmeiras exposta nos vestiários
Camisa do Palmeiras exposta nos vestiários

O Palmeiras não está esperando a caneta do governo para agir. Com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitindo que a operação das casas de aposta pode ser podada no país, o clube já se movimenta nos bastidores para não ficar sem patrocinador máster de uma hora para outra. O Portal do Palestra apurou que a diretoria alviverde já conversa com empresas interessadas na vaga mais cara da camisa.

A primeira a levantar a mão foi a Leapmotor, montadora que já estampa parte do uniforme alviverde e demonstrou interesse em ocupar o espaço principal. Outras duas empresas do setor automobilístico, cujos nomes não foram revelados, também concordaram em sentar à mesa caso haja troca. São conversas exploratórias: não há proposta fechada nem valores acertados.

A Sportingbet já avisou que pode sair

O gatilho da movimentação veio da própria patrocinadora. A Sportingbet comunicou ao clube que, em caso de proibição da atividade no Brasil, o contrato poderá ser encerrado. Não é um caso isolado do Palmeiras: a partir de 23 de setembro, casas de aposta passaram a notificar formalmente os clubes da Série A sobre a possibilidade de rescisão, e o mesmo alerta chegou a outros patrocinados do mesmo grupo.

O acordo em vigor foi assinado em dezembro de 2024 e garante R$ 100 milhões fixos por temporada, podendo chegar a R$ 170 milhões com metas. É a maior receita comercial do clube — e o buraco que o fim das bets abriria no orçamento não se fecha com as compensações que o governo estuda, que são prazo de dívida e crédito do BNDES, não receita nova.

100 R$ mi
Receita fixa anual do contrato com a patrocinadora máster, que pode chegar a R$ 170 milhões com metas e que o clube busca preservar em caso de saída do setor de apostas
Palmeiras

Leila montou um gabinete para o assunto

Leila Pereira acompanha o tema pessoalmente. A presidente montou o que interlocutores chamam de um gabinete de emergência, um grupo restrito criado para centralizar as conversas e manter diretoria, jurídico e área comercial com a mesma informação, sem falas desencontradas enquanto o texto da medida provisória não sai.

A pressa tem calendário. O governo trabalhava para anunciar as medidas ainda nesta sexta-feira, e a expectativa no mercado é de uma medida provisória com restrição pesada ao setor. Doze clubes da Série A têm patrocínio máster de casas de aposta, e a estimativa que circula entre dirigentes é de impacto próximo de R$ 1 bilhão em contratos no futebol brasileiro.

Para o Palmeiras, trocar de setor não é novidade recente: o clube vem ampliando a base de patrocinadores fora das apostas, como mostram os acordos recentes de patrocínio assinados até 2028. O que muda agora é a escala — não se trata de uma cota lateral, e sim do espaço que sustenta a maior linha de receita comercial do clube.

Procurada, a Sportingbet vinha afirmando publicamente que, se as regras mudarem, é preciso conversar para que todos planejem novos cenários. Até esta sexta-feira não havia pedido formal de rescisão.

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Thiago Gomes

Autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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