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Análise Tática

Palmeiras marca menos quando tem mais a bola; Entenda o dado

Levantamento do Portal do Palestra em 24 partidas de 2026: com menos de 50% de posse o time converte 13,2% das finalizações; acima de 60%, apenas 6,6%.

Andreas Pereira em campo pelo Palmeiras contra o Grêmio, na Arena do Grêmio
Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon

O Palmeiras converte o dobro de finalizações em gol quando tem menos da metade da posse de bola. É o que mostra um levantamento do Portal do Palestra sobre as 24 partidas de 2026 com estatística completa registrada, disputadas entre 13 de maio e 20 de setembro. Nos nove jogos em que ficou com menos de 50% da bola, o time transformou 13,2% das finalizações em gol. Nos dez em que passou de 60%, o índice caiu para 6,6%.

Não é questão de volume. Com a bola, o time chuta mais: 21,1 finalizações por jogo nos duelos de posse alta, contra 14,3 nos de posse baixa. O problema é o que sai disso. Os jogos de posse alta rendem 1,40 gol por partida; os de posse baixa, 1,89.

6,6 %
Finalizações convertidas em gol nos dez jogos em que o Palmeiras teve 60% ou mais de posse de bola, contra 13,2% nos nove jogos com menos de 50%
Portal do Palestra

O ponto ideal não é o extremo

O recorte por faixa mostra que o melhor aproveitamento do time aparece no meio da tabela, entre 50% e 59% de posse — jogo equilibrado, em que o adversário também se propõe a atacar e deixa espaço para ser atacado.

Aproveitamento por faixa de posse nas 24 partidas

  1. Posse de 50% a 59% 5 jogos, 10 pontos e 66,7% de aproveitamento. 12 gols, média de 14,4 finalizações e 16,7% de conversão
  2. Posse abaixo de 50% 9 jogos, 17 pontos e 63,0% de aproveitamento. 17 gols, média de 14,3 finalizações e 13,2% de conversão
  3. Posse de 60% ou mais 10 jogos, 16 pontos e 53,3% de aproveitamento. 14 gols, média de 21,1 finalizações e 6,6% de conversão

Quatro dos cinco jogos sem gol tiveram posse alta

O dado mais duro está nos jogos em que o Palmeiras não marcou. Foram cinco nas 24 partidas, e quatro deles com 60% ou mais de posse: Cerro Porteño com 74%, Internacional com 62%, Botafogo com 67% e Grêmio com 72%. O único sem bola foi o 0 a 0 com o Santos, em que o time teve 36% e finalizou apenas nove vezes.

O caso do Grêmio é o extremo da série: 72% de posse, 31 finalizações, dez chutes no alvo e nenhum gol, no empate na Arena que deixou o time atrás do Flamengo na tabela.

Nada disso recomenda abrir mão da bola. O que o dado diz é que, quando o adversário entrega o campo e se fecha, o time ainda não achou a forma de furar o bloco — teste que volta já no jogo contra o Bahia, em casa — leitura que conversa com o levantamento anterior do portal, em que a pontaria se manteve e a conversão caiu pela metade.

Como este levantamento foi feito

Os números saem das fichas de partida do próprio Portal do Palestra, cruzando posse de bola, finalizações, chutes no alvo, placar e mando de campo. A amostra são as 24 partidas de 2026 com estatística completa registrada, entre 13 de maio e 20 de setembro, e não a temporada inteira — o clube disputou mais jogos no período. Aproveitamento é a razão entre pontos conquistados e pontos disputados; conversão é a razão entre gols e finalizações.

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Thiago Gomes

Autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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