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Finanças

Fim das bets tira a maior receita do Palmeiras; Entenda a conta

Contrato com a Sportingbet garante R$ 100 milhões por ano e pode chegar a R$ 170 milhões. A compensação que o governo estuda é prazo de dívida e crédito, não receita.

Camisa Palmeiras Sportingbet (Foto: Divulgação/Palmeiras)
Camisa Palmeiras Sportingbet (Foto: Divulgação/Palmeiras)

Se a medida provisória que o governo federal prepara proibir a atuação das casas de aposta no Brasil, o Palmeiras perde a maior receita comercial que tem hoje. O contrato com a Sportingbet, assinado em dezembro de 2024, garante R$ 100 milhões fixos por temporada e pode chegar a R$ 170 milhões com o cumprimento de metas. É patrocínio máster, não um espaço secundário na camisa.

100 R$ mi
Receita fixa anual que o Palmeiras recebe do patrocínio máster de apostas, valor que vai a R$ 170 milhões com metas e que fica em risco caso a medida provisória proíba o setor
Palmeiras

O que está em discussão em Brasília

A tendência apontada por interlocutores do governo é de uma medida provisória com proibição total das bets, enviada ao Congresso. O texto ainda pode mudar antes da publicação, e é isso que mantém os clubes em compasso de espera em vez de renegociação aberta.

Dirigentes dos principais clubes e federações articulam uma audiência com o presidente para tentar barrar a proposta. A estimativa que circula entre eles é de impacto próximo de R$ 1 bilhão em contratos de patrocínio no futebol brasileiro caso o mercado seja fechado.

A compensação que o governo estuda não é dinheiro novo

Junto ao anúncio, o governo deve apresentar medidas de compensação: prolongar o prazo de pagamento das dívidas que os clubes mantêm com bancos públicos e abrir recursos do BNDES para investimento em infraestrutura. São alívios de fluxo de caixa e crédito para obra, não substituição de receita de patrocínio.

Para o Palmeiras, a diferença é direta. O clube não depende de renegociar dívida para fechar o ano — depende do dinheiro que entra pela camisa. Trocar R$ 100 milhões de receita por prazo em financiamento não fecha a conta do orçamento, como mostra a estrutura das finanças do clube.

A empresa, patrocinadora também do Vasco, já admitiu rever o contrato diante da possível mudança. A gestão de Leila Pereira se encerra no ano que vem, e a definição do patrocínio máster tende a cair no colo de quem assumir.

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Thiago Gomes

Autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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