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Futebol

Como o Palmeiras deve enfrentar o Cerro Porteño? Veja escalação

Abel Ferreira deve manter o 4-3-3 com ajuste para linha de três contra o bloco baixo paraguaio. Veja a formação provável e as cinco chaves táticas da ida das oitavas.

Abel Ferreira observa o Palmeiras à beira do gramado no Nubank Parque
Abel Ferreira em Palmeiras x Internacional (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

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Jogo e jogadores citados no texto

A pergunta que atravessa a semana na Academia de Futebol não é quem joga, e sim como jogar. O Palmeiras recebe o Cerro Porteño nesta quarta-feira (12), às 19h, no Nubank Parque, pela ida das oitavas da Libertadores, e enfrenta um adversário que já resolveu duas vezes em 2026 o problema que mais incomoda Abel Ferreira: defender baixo e esperar.

Em maio, no mesmo estádio, o Verdão teve 74% de posse de bola e perdeu por 1 a 0. Foi o retrato mais nítido de um padrão que se repetiu ao longo do ano e que agora aparece no pior momento possível.

A formação provável: 4-3-3 com ajuste para linha de três

A base mais provável é o 4-3-3 com Carlos Miguel; Murilo, Gustavo Gómez e Alexander Barboza; Allan, Marlon Freitas, Andreas Pereira e Joaquín Piquerez; Jhon Arias, Maurício e Flaco López.

O detalhe importante é que essa estrutura não é fixa. Nas últimas partidas, Abel passou a usar com frequência uma linha de três defensores, com os laterais subindo para formar cinco no ataque. Sem Gómez, Emiliano Martínez chegou a ser improvisado no setor. O retorno do capitão, que iniciou a transição física na segunda-feira (10), é o que permite manter o desenho sem improviso — a situação de cada jogador está no boletim médico do elenco.

O que o Cerro Porteño vai propor

Ariel Holan não vem a São Paulo para disputar a posse. O Cerro arma um 4-1-4-1 que vira linha de cinco defensores assim que perde a bola, com os meias fechando os corredores internos e o time inteiro entre a intermediária e a própria área.

A saída é direta e vertical, com Vegetti como referência para segurar a bola de costas e os pontas atacando o espaço deixado pelos laterais alviverdes. É um plano simples, e foi exatamente ele que funcionou em maio. Os dados do confronto estão reunidos na página do adversário no Data Palestra.

O problema real do Palmeiras contra times fechados

Não é falta de bola. É falta de aceleração perto da área. O levantamento do Portal sobre os jogos em que o Verdão dominou a posse sem vencer mostra quatro partidas de 2026 com pelo menos 60% de posse contra adversários recuados: dois empates, duas derrotas, dois gols marcados e média de 67,3% de posse.

74%
de posse de bola do Palmeiras na derrota por 1 a 0 para o Cerro Porteño, em maio, no maior domínio territorial sem vitória do time em 2026
Portal do Palestra

A leitura é direta: ter a bola diante de um bloco baixo só vira vantagem quando existe velocidade na circulação, um passe que quebre linha e alguém chegando de fora da área. Quando o time troca passes na horizontal, o adversário reorganiza a linha e o jogo trava.

Cinco chaves táticas do duelo

O que decide Palmeiras x Cerro Porteño

  1. Velocidade de circulação Passe lento contra bloco baixo entrega tempo de reorganização ao adversário; a bola precisa mudar de lado em menos toques
  2. Largura real pelos lados Arias e o ponta oposto precisam ficar colados à linha para esticar a defesa paraguaia e abrir o corredor interno
  3. Chegada de segunda linha Com a área congestionada, o gol tende a sair de quem chega de trás, e Andreas Pereira é o jogador com esse repertório
  4. Bola parada É a vantagem física mais clara do Palmeiras no confronto e historicamente a via mais curta contra times que se fecham
  5. Controle da transição A maior arma do Cerro é o contra-ataque; equilíbrio defensivo com os laterais subindo é condição para não perder o jogo em um lance

O que muda com o regulamento das oitavas

Sem gol fora de casa e sem prorrogação, o jogo de ida deixa de ser um exercício de administração. Empate no placar agregado depois da volta, em 19 de agosto, em Assunção, leva a decisão direto para os pênaltis.

Isso desestimula o time a se contentar com o 0 a 0 em casa e explica por que a tendência é o Palmeiras aceitar mais risco no último terço nesta quarta-feira. O contexto de pressão sobre Abel Ferreira também empurra nessa direção: um resultado morto no Nubank Parque teria custo alto além do campo.

A boa notícia para o treinador é a quantidade de opções recuperadas para o mata-mata. Ramón Sosa e Vitor Roque estão entre as alternativas que voltaram a ficar à disposição e podem mudar o desenho ofensivo no segundo tempo, caso o roteiro de maio se repita.

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Thiago Gomes

Autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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