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Jogo e jogadores citados no texto
Novo pedido pela saída do treinador aumenta temperatura antes da Libertadores, mas cobrança já era percebida internamente no clube
A nova manifestação da Mancha Verde pedindo a saída de Abel Ferreira aumentou a pressão externa sobre o treinador às vésperas de uma partida decisiva pela Libertadores. Dentro do Palmeiras, porém, o movimento não foi recebido como uma surpresa.
O desgaste entre parte da torcida e o trabalho do português já vinha sendo acompanhado nos bastidores, principalmente em razão das atuações consideradas abaixo do esperado nas últimas semanas.
O empate por 0 a 0 com o Internacional, no Nubank Parque, voltou a alimentar as críticas. Mesmo com maior posse de bola e volume ofensivo, o Palmeiras teve dificuldades para transformar o domínio territorial em chances claras.
Horas depois da partida, a principal torcida organizada do clube publicou uma manifestação direta contra o treinador, com a mensagem de que “a paciência acabou” e um novo pedido pela saída de Abel.
Cobrança contra Abel não começou agora
O episódio desta semana não é isolado.
Em maio, após a derrota por 1 a 0 para o Cerro Porteño pela fase de grupos da Libertadores, a organizada já havia publicado um manifesto mais longo questionando o trabalho de Abel Ferreira.
Na ocasião, as críticas envolviam principalmente o desempenho ofensivo, a organização da equipe e algumas decisões do treinador. Diretoria e elenco também foram cobrados.
A presidente Leila Pereira reagiu publicamente naquele momento e deixou claro que decisões sobre o futebol não seriam tomadas com base na pressão de grupos de torcedores.
A mandatária também defendeu a continuidade do trabalho e ressaltou que as avaliações internas são feitas a partir da rotina da Academia de Futebol.
Resultados e desempenho alimentam debate
A situação de Abel tem uma característica incomum.
O Palmeiras continua vivo nas três principais competições que disputa no segundo semestre, mas o futebol apresentado em determinados jogos aumentou o nível de cobrança.
No Campeonato Brasileiro, o Verdão permanece na disputa pelas primeiras posições. Na Copa do Brasil, avançou às quartas de final e terá pela frente o Santos. Na Libertadores, inicia nesta quarta-feira o mata-mata contra o Cerro Porteño.
O contraste entre posição nas competições e desempenho dentro de campo tornou-se o centro da discussão.
Mesmo quando consegue controlar a posse, o Palmeiras tem encontrado dificuldades contra adversários que recuam as linhas e diminuem os espaços perto da área.
Libertadores ganha ainda mais peso
O momento torna Palmeiras x Cerro Porteño ainda mais importante.
O Verdão recebe os paraguaios nesta quarta-feira (12), às 19h, no Nubank Parque, pelo jogo de ida das oitavas de final da Libertadores.
O adversário traz uma lembrança incômoda.
Foi justamente depois da derrota para o Cerro Porteño, em maio, que aconteceu o primeiro grande pedido organizado pela saída de Abel nesta temporada.
Agora, quase três meses depois, os dois voltam a se encontrar com a pressão novamente presente.
Uma vitória no primeiro jogo das oitavas pode mudar rapidamente o ambiente ao redor da equipe. Uma atuação ruim ou um novo tropeço, por outro lado, tende a ampliar o nível das cobranças.
Abel já atravessou outros momentos de pressão
Desde que chegou ao Palmeiras, em 2020, Abel Ferreira passou por diferentes períodos de contestação.
A longevidade do português também torna cada oscilação mais exposta. Poucos treinadores permanecem tempo suficiente em um clube brasileiro para experimentar tantos ciclos de cobrança e recuperação.
No Palmeiras, o treinador construiu uma das passagens mais vitoriosas da história do clube, mas o passado não impede que o presente seja avaliado.
E é justamente esse o cenário que antecede uma das semanas mais importantes da temporada.
Externamente, a pressão aumentou.
Internamente, o novo protesto não causou surpresa.
A resposta que pode alterar novamente o ambiente, porém, será dada dentro de campo.
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