
A vitória por 2 a 0 sobre o São Paulo, no sábado, entrou para a conta da comissão técnica portuguesa por um motivo que o próprio clube fez questão de registrar: foi o jogo de número 450 do grupo de trabalho liderado por Abel Ferreira desde a chegada ao Palmeiras, em 2020.
A marca tem uma ironia embutida. No dia em que a comissão completou 450 partidas, o técnico que a comanda não estava no banco: Abel cumpre suspensão imposta pelo STJD, e quem dirigiu a equipe no clássico foi o auxiliar João Martins.
O que os 450 jogos produziram
O balanço divulgado pelo clube depois do clássico mostra uma taxa de aproveitamento que sustenta o ciclo mais longo de um treinador no Palmeiras neste século.
O balanço da comissão em 450 jogos
- 263 vitórias Mais da metade das partidas disputadas
- 106 empates Pouco menos de um quarto do total
- 81 derrotas Menos de uma em cada cinco partidas
- 764 gols marcados Média superior a 1,6 por jogo
- 360 gols sofridos Média inferior a 0,8 por jogo
O banco vazio é só no Brasileirão
A ausência de Abel no clássico não foi episódio isolado, mas tem limite claro. O Pleno do STJD aumentou a punição de dois para três jogos pelo chute no microfone, e a pena vale apenas para o Brasileirão: o treinador também não dirige a equipe contra o Grêmio, no dia 20, nem contra o Bahia, em 8 de outubro, e só reassume o banco no torneio em outubro. Na Libertadores a suspensão não alcança: é ele quem comanda o time na quarta-feira, na volta das quartas de final contra a LDU, em Quito.
Foi Martins quem falou à imprensa depois do clássico e explicou a política de elenco curto do clube, um assunto que costuma caber ao treinador principal. A continuidade da comissão, nesse ponto, deixa de ser estatística e vira funcionamento: o time não muda de ideia quando muda de voz na beira do campo.
Com o resultado, o Palmeiras terminou o sábado na liderança do Brasileirão. O jogo 451 será em Quito.
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