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Brasileirão 2026

O elenco curto do Palmeiras é escolha, não falta de dinheiro

Perguntado se o elenco aguenta três competições, João Martins respondeu com contas: o clube não vai atrasar salário, e para isso precisa fazer escolhas. A escolha é a base.

João Martins, auxiliar técnico do Palmeiras, durante o clássico com o São Paulo
Foto: Cesar Greco/Palmeiras

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Jogo e jogadores citados no texto

A pergunta era sobre a janela fechada e um elenco que ficou curto para três competições. A resposta de João Martins, na coletiva depois de Palmeiras 2 x 0 São Paulo, não foi sobre o mercado: foi sobre contas.

O auxiliar começou dizendo que não é quem decide isso no clube, e emendou que “há uma coisa que o Palmeiras nunca vai falhar: o rigor financeiro que é necessário neste futebol brasileiro”. Em seguida foi direto ao contraste: o Palmeiras “não vai aparecer nas notícias como aparecem alguns clubes, com falta de pagamento, salários em atraso e sem cumprir as suas obrigações”.

E aí veio a parte que explica o elenco: “para isso não acontecer, temos que fazer escolhas”. A escolha do Palmeiras, disse ele, é apostar na base e desenvolver jogadores — o que, segundo o auxiliar, é uma das funções pelas quais a comissão foi contratada, ao lado de ganhar.

Não posso estar dependente do dinheiro do campeão para pagar as minhas contas. Isso chama-se responsabilidade

João Martins, auxiliar técnico do Palmeiras

Por que o time não tem 30 opções

João Martins admitiu que qualquer treinador gostaria de ter 28, 29, 30 jogadores para escolher e trocar um pelo outro. E disse, sobre o Palmeiras não ser assim: “ainda bem que não é assim”. O raciocínio dele é de risco: um elenco dimensionado para ganhar títulos depende de ganhar títulos, e título “só pode ganhar um”, entre 20, 30, 40 que disputam.

Foi nesse ponto que ele fechou a conta com a frase sobre não depender do dinheiro do campeão para pagar as contas. Na prática, é a defesa do modelo que o clube vem seguindo — e que colocou o Palmeiras como o clube que mais arrecadou com vendas na segunda janela.

O custo: dar tempo aos garotos

O auxiliar citou nome por nome quem recebe esse tempo: Luís Pacheco, Benedetti, Erick Belé e Larson — os quatro estiveram relacionados no clássico. E fez a ressalva que o torcedor costuma não querer ouvir: “nem todos chegam na mesma altura, nem todos conseguem aos 17, 18 anos” repetir o rendimento dos que explodiram antes.

É a mesma lógica que apareceu quando ele falou de Vitor Roque, minutos antes: trabalhar com jovem “dá um pouquinho mais de trabalho e cabelos brancos”, porque experiência não se compra, se ganha com idade. Veja os outros pontos da coletiva, incluindo a avaliação física do elenco e a situação de Piquerez.

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Sobre o autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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