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Benedetti, Larson, Erick Belé +1
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A pergunta era sobre a janela fechada e um elenco que ficou curto para três competições. A resposta de João Martins, na coletiva depois de Palmeiras 2 x 0 São Paulo, não foi sobre o mercado: foi sobre contas.
O auxiliar começou dizendo que não é quem decide isso no clube, e emendou que “há uma coisa que o Palmeiras nunca vai falhar: o rigor financeiro que é necessário neste futebol brasileiro”. Em seguida foi direto ao contraste: o Palmeiras “não vai aparecer nas notícias como aparecem alguns clubes, com falta de pagamento, salários em atraso e sem cumprir as suas obrigações”.
E aí veio a parte que explica o elenco: “para isso não acontecer, temos que fazer escolhas”. A escolha do Palmeiras, disse ele, é apostar na base e desenvolver jogadores — o que, segundo o auxiliar, é uma das funções pelas quais a comissão foi contratada, ao lado de ganhar.
Não posso estar dependente do dinheiro do campeão para pagar as minhas contas. Isso chama-se responsabilidade
Por que o time não tem 30 opções
João Martins admitiu que qualquer treinador gostaria de ter 28, 29, 30 jogadores para escolher e trocar um pelo outro. E disse, sobre o Palmeiras não ser assim: “ainda bem que não é assim”. O raciocínio dele é de risco: um elenco dimensionado para ganhar títulos depende de ganhar títulos, e título “só pode ganhar um”, entre 20, 30, 40 que disputam.
Foi nesse ponto que ele fechou a conta com a frase sobre não depender do dinheiro do campeão para pagar as contas. Na prática, é a defesa do modelo que o clube vem seguindo — e que colocou o Palmeiras como o clube que mais arrecadou com vendas na segunda janela.
O custo: dar tempo aos garotos
O auxiliar citou nome por nome quem recebe esse tempo: Luís Pacheco, Benedetti, Erick Belé e Larson — os quatro estiveram relacionados no clássico. E fez a ressalva que o torcedor costuma não querer ouvir: “nem todos chegam na mesma altura, nem todos conseguem aos 17, 18 anos” repetir o rendimento dos que explodiram antes.
É a mesma lógica que apareceu quando ele falou de Vitor Roque, minutos antes: trabalhar com jovem “dá um pouquinho mais de trabalho e cabelos brancos”, porque experiência não se compra, se ganha com idade. Veja os outros pontos da coletiva, incluindo a avaliação física do elenco e a situação de Piquerez.
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