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Brasileirão 2026

A cobrança que o Palmeiras ouviu depois de vencer o clássico

Com Abel suspenso, João Martins comandou o 2 a 0 no São Paulo e apontou em público o problema que pode custar a vaga na semifinal da Libertadores.

João Martins, auxiliar técnico do Palmeiras, durante o clássico com o São Paulo
Foto: Cesar Greco/Palmeiras

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Jogo e jogadores citados no texto

O Palmeiras venceu o clássico com o São Paulo por 2 a 0 e saiu do Nubank Parque com uma cobrança feita em público pela própria comissão técnica. Com Abel Ferreira cumprindo suspensão, o auxiliar João Martins comandou o time e apontou a eficácia ofensiva como o problema a resolver antes da decisão em Quito.

Nas duas últimas partidas, o time finalizou 30 vezes, acertou 12 bolas no alvo e fez três gols. A conta foi levada para a entrevista depois do apito.

Se tivermos que escolher um fator preponderante e o mais importante no futebol, é a eficácia. O basquetebol anda nos 100 pontos, o handebol anda nos 40, o futebol é 1 a 0, 2 a 0, 2 a 1. Ou seja, a eficácia é tudo.

João Martins, auxiliar técnico do Palmeiras, na entrevista após o clássico

A cobrança tem endereço

Martins deixou claro que a responsabilidade pelo último toque é do jogador, mas evitou transformar o recado em crítica individual. “Sabemos que a eficácia é essencial, exigimos muito sobre isso, sabemos que está nos pés do jogador, na cabeça do jogador, o último toque para o gol. Mas tanto quanto nós não queremos que eles errem, eles próprios também não querem errar”, disse o auxiliar.

A saída apontada por ele foi a mais simples possível. “Só resta uma coisa, é continuar a trabalhar. Não vemos outra solução para aumentar a eficácia. Esperemos que no próximo jogo, em dois remates, façamos dois gols”, afirmou. O próximo jogo é a volta das quartas da Libertadores, em Quito.

30
finalizações do Palmeiras nas duas últimas partidas, que renderam três gols

O desgaste que aparece no passe

O auxiliar também falou do cansaço mental de um elenco que joga a cada três dias. Segundo ele, a sequência aparece em passe errado, em decisão tomada fora de hora e na forma de atacar os espaços. O calendário explica: o Palmeiras entrou em uma sequência de dez jogos em 32 dias, que só termina no fim de setembro.

Sobre o fato de o São Paulo ter escalado uma equipe alternativa, Martins não entrou na provocação e disse que o time não foi preparado para enfrentar reservas. Foi a vitória que manteve o tabu do Choque-Rei e a partida de número 450 da comissão portuguesa no clube. Abel só volta ao banco em outubro, o que mantém Martins no comando em Quito. O histórico das entrevistas do treinador e da comissão está reunido na página de coletivas de Abel Ferreira.

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Thiago Gomes

Autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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