
Abel Ferreira começa a cumprir neste sábado a suspensão de três jogos aplicada pelo Pleno do STJD, e a conta do calendário é mais longa do que parece. Ele só volta a comandar o Palmeiras no Brasileirão em outubro.
Por que o intervalo é tão grande
Entre a segunda e a terceira partida da punição há a Data Fifa, que para o Brasileirão por quase três semanas. Ou seja, a pena de três jogos se estica por quase um mês de calendário.
Há uma compensação importante, e é a que mais interessa agora: a Libertadores não é atingida. A punição vale para as competições da CBF, então Abel comanda normalmente a decisão contra a LDU em Quito, na quarta-feira, e uma eventual semifinal. O mesmo vale para a Copa do Brasil.
Atualização (9 de outubro): a Libertadores acabou atingindo Abel por outro caminho. Expulso na volta das quartas, contra a LDU, em Quito, ele cumpre um jogo de suspensão automática da Conmebol e fica fora da ida da semifinal contra o Fluminense, na quarta-feira (14), no Maracanã. Veja a agenda completa de Abel.
O clube achou a punição desproporcional
A avaliação interna é de que a decisão pesou a mão. O Palmeiras recorreu justamente para reduzir a pena original de dois jogos, e o Pleno fez o contrário: aumentou para três. O caso nasceu do chute num microfone à beira do gramado, no empate com o Mirassol, em 30 de agosto.
Enquanto isso, quem assume à beira do campo é o auxiliar João Martins, e os números dizem que a troca pesa menos do que a percepção: nesta edição do Brasileirão ele já comandou nove jogos, com 66,7% de aproveitamento, contra 76,9% de Abel em treze. A diferença na primeira substituição entre os dois é de 1,3 minuto. Os detalhes estão no levantamento do Data Palestra.
O primeiro teste é neste sábado, às 18h30, contra o São Paulo, com seis desfalques e Andreas Pereira de volta.
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