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Jogo, jogadores e histórico dos adversários
Abel Ferreira foi perguntado, na entrevista coletiva depois da vitória por 2 a 0 sobre o Red Bull Bragantino, neste sábado (24), sobre o processo na Conmebol que pode alterar o adversário do Palmeiras na final da Libertadores. O técnico evitou entrar na disputa jurídica e preferiu destacar o caminho do próprio time até a decisão.
“O nosso objetivo era estar na final e no dia 28, certo? Nós vamos estar lá”, respondeu. A final está marcada para 28 de novembro, no Estádio Centenário, em Montevidéu, em jogo único.
“Essas questões jurídicas não é comigo”
Abel elogiou a entidade e o adversário e disse que o Palmeiras se garantiu dentro de campo. “A Conmebol é uma organização extremamente competente. Acredito que um clube com a dimensão do Estudiantes sabe perfeitamente aquilo que deve e pode fazer”, afirmou.
“Nós, Palmeiras, chegamos à final pelo que ganhamos dentro de campo. O Estudiantes ganhou dentro de campo, mas essas questões aí jurídicas não é comigo”, completou. O técnico encerrou o assunto com a frase que resume a posição do clube: “Aconteça o que acontecer, o Palmeiras dia 28 está por mérito”.
O pedido do Flamengo por causa de Marcos Rojo
A reclamação do Flamengo envolve Marcos Rojo, do Estudiantes. A Conmebol havia negado a inscrição do zagueiro, e o clube argentino recorreu à Corte Arbitral do Esporte, que autorizou provisoriamente a participação dele no jogo de volta da semifinal. Depois da eliminação, o Flamengo apresentou a reclamação dentro do prazo e pede que o resultado seja revertido.
O Flamengo afirma que não iniciou o processo e que só quer proteger os próprios direitos, depois de ter sido incluído no caso pelo próprio Estudiantes. A Conmebol não divulgou prazo para decidir.
O medo de perder e a vontade de ganhar
Na mesma entrevista, Abel falou sobre o lado mental de jogos decisivos, tema que considera central na reta final. Disse que conversou com o grupo sobre o peso que a derrota tem na cabeça dos jogadores. “Muitas vezes o medo de perder é maior do que a vontade de ganhar”, explicou, antes de comparar a dor da perda ao prazer da vitória.
Segundo ele, não foi o que aconteceu contra o Bragantino. O treinador viu o time “muito mais leve” três dias depois da semifinal e disse que o que fez a diferença “foi o caráter, foi o esforço e foi o compromisso do elenco”. Abel ainda lembrou que o futebol “é um jogo de probabilidades” e que o primeiro tempo poderia ter terminado com três ou quatro gols do Palmeiras.
Até a final
Antes de Montevidéu, o Palmeiras tem o Brasileirão, onde é líder com 69 pontos, e a semifinal da Copa do Brasil contra o Vasco, com ida no domingo (1º), no Nubank Parque. O próximo compromisso é o clássico com o Santos, na quarta-feira (28), na Vila Belmiro.
Todas as entrevistas do treinador, em vídeo e na íntegra, ficam em coletiva de Abel Ferreira, atualizada depois de cada jogo.
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