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Brasileirão 2026

Abel Ferreira se irrita com críticas internas e cita três tipos de palmeirenses

Depois da vitória sobre o Bragantino, o técnico disse que o que mais incomoda é ver a crítica vir de dentro do próprio Palmeiras e pediu a energia da torcida para a reta final.

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Jogo, jogadores e histórico dos adversários

Abel Ferreira deixou claro, na entrevista coletiva depois da vitória por 2 a 0 sobre o Red Bull Bragantino, neste sábado (24), que o que mais o incomoda na temporada não são as críticas de fora. O técnico do Palmeiras se queixou de quem critica o clube por dentro e voltou a dividir a torcida em três tipos.

A resposta veio quando o assunto era a gestão do elenco no fim do jogo. Abel aproveitou para falar da semifinal da Libertadores contra o Fluminense, decidida nos pênaltis três dias antes, e da forma como a classificação foi recebida.

O que mais me custa é ver comunicação social, blogs e redes do próprio Palmeiras a criticar o próprio Palmeiras.

Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, na coletiva depois do 2 a 0 sobre o Bragantino

“Como se fosse fácil”

Antes do desabafo, Abel reclamou da forma como a campanha foi avaliada. “Como se fosse fácil disputar uma meia-final, como se fosse fácil jogar com uma equipa experiente, como é o Fluminense, como se desvaloriza aquilo que nós fazemos ao longo dos anos, é inacreditável”, disse.

O treinador separou as críticas que vêm de adversários e da imprensa em geral daquelas que, segundo ele, nascem dentro da própria casa, em blogs e perfis ligados ao Palmeiras. Foi esse segundo grupo que ele citou como o que mais pesa.

Os três tipos de palmeirenses

Abel repetiu uma classificação que já tinha usado antes e disse que não vai mudar de ideia. “Há aqueles que acreditam cegamente que o Palmeiras está sempre a competir. Há aqueles que estão só à espera de, ah, tá quase, agora eu vou começar a acreditar. E aqueles que só acreditam depois do Palmeiras lá chegar”, descreveu.

A mensagem, segundo ele, é que o momento pede o primeiro grupo. O treinador disse que o Palmeiras precisa, “mais do que nunca”, que todos acreditem, lembrando que o time chega cansado à reta final e disputa três competições ao mesmo tempo.

A torcida como “12º jogador”

O técnico também elogiou o público em Barueri, que estimou entre 26 mil e 27 mil pessoas, e disse sentir a presença da torcida do banco. “Eu quando estou no estádio, sento no banco e sinto aqui a pele”, contou, antes de pedir a mesma energia para os próximos jogos.

Abel listou o que considera necessário para a reta final: jogadores inteiros, comissão técnica afinando a equipe e o apoio da arquibancada. Chamou a torcida de “alma do clube” e disse que o time vai precisar “dessa energia extra, desse 12º jogador”.

“Não sou político, sou treinador”

No fim da entrevista, questionado sobre a disputa pela liderança com o Flamengo, Abel evitou prometer títulos. Disse que resultados ninguém garante e que o compromisso dele é com a preparação e a dedicação do grupo. “Não sou político, sou treinador”, afirmou. “Ninguém é feliz o tempo todo.”

O Palmeiras volta a campo na quarta-feira (28), contra o Santos, na Vila Belmiro, e no domingo (1º) recebe o Vasco pela semifinal da Copa do Brasil. As notas dos jogadores contra o Bragantino seguem abertas para a votação do torcedor.

Todas as entrevistas do treinador, em vídeo e na íntegra, ficam em coletiva de Abel Ferreira, atualizada depois de cada jogo.

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Sobre o autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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