Pular para o conteúdo

Brasileirão 2026

Carlos Miguel vira alvo da torcida na virada do Fluminense, mas os gols contam outra história

O goleiro foi o nome mais cobrado nas redes após a derrota por 3 a 2 no Maracanã. A descrição dos três gols do Fluminense aponta para outro lugar.

Carlos Miguel em ação pelo Palmeiras no Brasileirão
Carlos Miguel em ação pelo Palmeiras no Brasileirão

Nesta matéria

Jogo e jogadores citados no texto

O nome mais repetido pela torcida do Palmeiras depois da derrota por 3 a 2 para o Fluminense, neste sábado (15), no Maracanã, não foi o de nenhum dos autores dos gols. Foi o de Carlos Miguel. O goleiro virou assunto nas redes sociais assim que Cano completou a virada aos 46 minutos do segundo tempo, e a cobrança chega na semana em que o Palmeiras decide vaga nas quartas da Libertadores, na quarta-feira (19), em Assunção.

A reação não nasceu neste sábado. O goleiro vinha de uma sequência recente de falhas, e a mais recente delas tinha endereço incômodo: o erro na ida contra o Cerro Porteño, no Nubank Parque, que terminou 1 a 1. Quatro dias depois, com o Palmeiras perdendo dois gols de vantagem no Maracanã, a conta voltou para o mesmo lugar.

O que a torcida cobrou nas redes

As críticas se concentraram no gol de empate do primeiro tempo e no da virada, com o termo “frangueiro” repetido à exaustão e pedidos abertos por mudança na posição. A cobrança pela regularidade e pela segurança que o goleiro passa à defesa apareceu em praticamente todas as publicações mais compartilhadas sobre a partida.

O que os lances mostram

A descrição dos gols, porém, não é tão direta quanto a leitura das redes. O empate saiu aos 42 do primeiro tempo, quando Canobbio cruzou pela direita e Hulk apareceu nas costas de Murilo para cabecear. O segundo veio de rebote: Cano cabeceou na trave e Serna aproveitou a sobra. E a virada nasceu de uma tabela entre Martinelli e Guga pela direita — o cabeceio ainda desviou em Cano antes de entrar.

São três bolas que chegaram à área com a marcação desarrumada, e foi exatamente isso que Abel Ferreira apontou na coletiva, sem citar o goleiro em nenhum momento.

Não podes depois, aos 82, 83 minutos, uma equipe como o Palmeiras estar a ganhar de 2 a 1, com tarefas específicas e claras, sabemos quem marca quem nesse tipo de situação. Quem é que marca o lateral que cruza, quem marca na área, foi uma falha individual e coletiva da nossa equipe

Abel Ferreira, técnico do Palmeiras

A posição, os 50 jogos e o que vem agora

Carlos Miguel assumiu a titularidade e já passou dos 50 jogos pelo clube, em uma posição que Weverton ocupou por temporadas seguidas. É o tipo de disputa que resiste bem quando o time vence e fica exposta quando ele para de vencer — e o Palmeiras não vence há quatro partidas, com sete gols sofridos no período.

A resposta prática vem rápido. O Palmeiras encara o Cerro Porteño na quarta (19), às 19h, no Ueno La Nueva Olla, e precisa vencer para avançar no tempo normal: qualquer empate leva a decisão para os pênaltis, e é justamente aí que o goleiro deixa de ser assunto de rede social para virar assunto de classificação.

O que você achou?

💬 Comentários

Seja o primeiro a comentar!

Thiago Gomes

Autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

Ver perfil e matérias →
Entrar no grupo