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Arbitragem

Abel evita o “asterisco” e explica o lance da mão de Giay

Perguntado sobre três lances de VAR e sobre o possível pênalti no Maracanã, o técnico recusou o tema do passado, deu o critério que aceita e sobrou para o gramado.

Palmeiras Abel Ferreira concede coletiva no Maracanã após derrota
Palmeiras Abel Ferreira concede coletiva no Maracanã após derrota

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Jogo e jogadores citados no texto

O tema que Abel Ferreira levantou durante a semana voltou à mesa na coletiva deste sábado, 15 de agosto de 2026, depois da derrota por 3 a 2 para o Fluminense no Maracanã — e o técnico do Palmeiras se recusou a levá-lo adiante. Questionado sobre três lances de VAR citados por um repórter e sobre os “asteriscos” que ele mesmo mencionou dias antes, o treinador disse que o assunto não pertence àquela entrevista.

“Eu não te queria responder a essa pergunta. Acho que não tem a ver com o jogo especificamente de hoje”, devolveu. E emendou uma cutucada nos colegas do próprio repórter: “Todos os teus colegas me fizeram perguntas muito específicas em relação ao jogo. Nem cheguei a prestar muita atenção, e acho que nem vale a pena ir buscar coisas do passado.”

O critério que Abel aceita no lance da mão de Giay

A outra metade da pergunta ele respondeu — e com método. Sobre a reclamação de pênalti em lance de mão de Agustín Giay, o técnico avisou primeiro que não tinha revisto as imagens: “Estou a acabar de chegar do jogo. Não sei. O que eu vi lá dentro foi que o árbitro disse que o Giay cabeceou e que foi direto da cabeça na mão.” A partir daí, estabeleceu a régua que considera justa nos dois sentidos.

Se o Giay toca na bola com a mão sem tocar na cabeça, é pênalti. Se o Giay toca na cabeça e vai da cabeça à mão, não é pênalti. Há dúvidas?

Abel Ferreira

Foi o mesmo raciocínio que ele aplicou a um lance da partida anterior, envolvendo Carlos Miguel e um centroavante adversário: se o goleiro toca no atacante, é penalidade; se o atacante pisa no goleiro, não é. A defesa de Abel é a do critério único, não a da decisão que favorece o Palmeiras.

“Nunca vi um gramado tão ruim”

A crítica mais dura da noite não foi para a arbitragem. Perguntado se as novas regras da CBF para aumentar o tempo de bola rolando já surtiram efeito na rodada, Abel primeiro aprovou a mudança — “Gosto das regras, dá dinâmica, dá fluidez ao jogo” — e depois disse que o campo do Maracanã anulou o benefício.

“Difícil fazer diferença com um gramado natural deste jeito. Acho que, desde que estou aqui, nunca vi um gramado tão ruim como o de hoje. É difícil jogar bom futebol com um gramado como este”, afirmou. O piso também apareceu na explicação sobre a virada sofrida nos oito minutos finais, que o técnico descreveu como um jogo aberto e disputado em condições ruins para os dois lados.

Quando o técnico decide falar de arbitragem

Ao fechar o assunto, Abel explicou o próprio critério para entrar ou não no tema. “Quando falo nos asteriscos, falo quando os teus colegas me perguntam de questões muito próprias do jogo. E quando entendo que devo falar nisso, falo”, disse. “Quando entendo que não devo falar, respeito muito as vossas perguntas, e a minha resposta vai sempre em direção àquilo que eu entendo que deve ser a melhor resposta a dar.”

O Palmeiras segue líder do Brasileirão e agora se prepara para a decisão da quarta-feira, 19 de agosto, contra o Cerro Porteño, em Assunção, pela volta das oitavas da Libertadores, depois do 1 a 1 no jogo de ida.

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1 reação

💬 1 comentário

  • Thiago Gomes
    Thiago Gomes 15/08/2026 às 19:46

    Complicado!

  • Sobre o autor

    Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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