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Jogo e jogadores citados no texto
Abel Ferreira não discutiu o placar de 3 a 2 para o Fluminense neste sábado, 15 de agosto de 2026, no Maracanã: discutiu como o Palmeiras chegou a ele. Na coletiva, o técnico foi ao detalhe do lance que virou a partida, disse que cada jogador sabia exatamente quem tinha de marcar e classificou o desfecho como erro de execução, não de planejamento.
O Verdão vencia por 2 a 1 aos 37 do segundo tempo, com Maurício, e levou o empate aos 40 e a virada aos 47. Para Abel, uma equipe como o Palmeiras não pode terminar assim uma partida em que estava à frente aos 82, 83 minutos — e foi a partir daí que ele detalhou por que a análise, na visão dele, não pode parar no placar.
Sabemos disso tudo e isso foi claramente uma falha individual e coletiva da nossa equipa. E nós sabemos que, para fora, a responsabilidade é sempre minha.
O lance a lance que Abel fez do gol da virada
Segundo o treinador, as funções estavam distribuídas antes da bola rolar. “Sabemos quem é que marca quem neste tipo de situação, quem é que marca o lateral do adversário que cruza, quem é que tem que marcar na área”, enumerou. O que faltou, na leitura dele, foi cumprir o combinado nos metros finais.
Abel também recusou a ideia de que os três gols tenham a mesma explicação. “É muito fácil olhar para o primeiro e o segundo gol. O terceiro gol é uma tabela, e o jogador que faz o passe entra num movimento de segunda linha que nós temos que acompanhar. Temos o jogador fresco dentro da área que metemos e que temos que acompanhar. Ficamos a olhar para a bola e esquecemos de acompanhar”, descreveu. O lance a lance dos cinco gols confirma o padrão: Germán Cano entrou aos 24 do segundo tempo e cabeceou livre dentro da pequena área no último minuto.
A ironia sobre a defesa: “três zagueiros”
A resposta mais afiada veio quando um repórter observou que o Palmeiras voltou a não sair de campo sem levar gol. “Faltam uns três”, devolveu Abel. Cobrado a explicar, completou: “Três zagueiros. Hoje não sofríamos gol.” A ironia tinha endereço: o Verdão entrou no Maracanã exatamente com três zagueiros, no 3-4-3 que colocou Agustín Giay pelo lado direito do trio, ao lado de Gustavo Gómez e Murilo.
A estrutura segurou o Fluminense por 42 minutos, quando Hulk empatou de cabeça, e ruiu de vez nos oito minutos finais. Carlos Miguel fez três defesas e não teve responsabilidade em nenhum dos gols; os três saíram de dentro da área.
O gramado entrou na conta — mas não como desculpa
O técnico citou o campo do Maracanã ao descrever a partida como “um jogo aberto, num gramado muito difícil de jogar”, com chances para os dois lados. Ainda assim, não usou o argumento para explicar os gols: manteve a falha na marcação como causa e repetiu que a cobrança pública recai sobre ele.
“Temos todos que fazer mais e melhor”, disse, uma frase que repetiu em três respostas diferentes ao longo da entrevista. O Palmeiras volta a campo na quarta-feira, 19 de agosto, contra o Cerro Porteño, em Assunção, precisando de um resultado melhor que o 1 a 1 da ida para avançar às quartas da Libertadores — e sem levar os gols que custaram a tarde no Rio.
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