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Brasileirão 2026

Análise: Palmeiras perde a liderança em momento crucial da temporada

A análise do Portal sobre o 0 a 0 no Nilton Santos: o Verdão teve o dobro da posse, cruzou 27 vezes e viu o adversário chutar quase o mesmo tanto.

Marlon Freitas em campo por Botafogo 0 x 0 Palmeiras, diante do ex-clube

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Carlos Miguel, Andreas Pereira, Flaco López

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Há um número que resume o que o Palmeiras fez no Estádio Nilton Santos, e não é a posse de bola. É o cruzamento: 27 tentativas, oito certas. O Verdão passou a noite inteira contornando a defesa do Botafogo pelas beiradas, e todas as vezes que a bola voltou ao meio ela encontrou a área mais cheia do que quando saiu.

Dois terços da posse costumam significar controle. Neste domingo não significaram: o time da casa, com um terço da bola, finalizou 15 vezes contra 17 do Palmeiras. A diferença de volume no chute é de duas. A diferença de posse é de mais de trinta pontos percentuais. Aí está a partida inteira.

O que cada time fez com o que teve

Palmeiras

  • 67,2% de posse e 610 passes tentados, 525 certos
  • 17 finalizações, cinco no alvo
  • 27 cruzamentos na área, oito certos
  • 21 desarmes e nove interceptações

Botafogo

  • 32,8% de posse e 295 passes tentados, 219 certos
  • 15 finalizações, quatro no alvo
  • 35 cortes dentro da própria área
  • 18 desarmes e 11 interceptações

Andreas Pereira foi quem tentou romper

Andreas Pereira terminou como o jogador de mais finalizações do Palmeiras: quatro, duas no alvo. Foi ele quem procurou o chute de fora quando a linha de quatro do Botafogo recuou até a marca do pênalti, e foi ele quem sofreu duas faltas em posição de armar. Saiu aos 43 do segundo tempo, já com a partida decidida no seu formato.

Maurício chutou três vezes, duas delas no alvo, o melhor aproveitamento individual do time — e mesmo assim saiu aos 18 da etapa final. Lucas Evangelista repetiu as três tentativas, com uma no gol, e deixou o campo no mesmo momento.

Flaco López ficou sem bola de gol

Flaco López jogou os 90 minutos e finalizou duas vezes, nenhuma no alvo. O centroavante recebeu quase sempre de costas, com dois zagueiros por perto, e a alternativa que chegou do banco — Vitor Roque, aos 18 do segundo tempo — encontrou o mesmo cenário: uma tentativa, sem acerto.

As cinco substituições de Abel Ferreira trocaram os nomes sem trocar o problema. Jhon Arias, Emiliano Martínez, Khellven e Larson entraram nos mesmos corredores por onde o time já vinha insistindo.

Atrás, Carlos Miguel segurou o ponto

Nem todo 0 a 0 é igual, e o do Palmeiras teve trabalho defensivo real. Carlos Miguel fez quatro defesas contra um adversário que só atacava em velocidade, e Gustavo Gómez comandou uma zaga que cortou 32 bolas.

Do lado da dupla que voltava ao ex-clube sob protesto, a noite terminou de formas diferentes. Marlon Freitas se segurou até levar amarelo aos 32 do segundo tempo. Barboza, que já tinha um cartão desde os 19 do primeiro, cometeu a falta que lhe custou o segundo nos acréscimos — e custa ao Palmeiras o titular da zaga no Choque-Rei.

Quem entrou em campo agora é avaliado por quem assistiu: dê sua nota aos jogadores do Palmeiras. Os números completos e o efeito na tabela estão no pós-jogo do empate no Rio.

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Sobre o autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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