
O Palmeiras, que tem com a WTorre uma relação que tornou-se caso de polícia; vai acionar a Real Arenas, braço da construtora, pelos prejuízos em bilheterias nos jogos do Paulistão, disputados em Barueri.
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A relação entre Sociedade Esportiva Palmeiras e WTorre vive mais um capítulo de prejuízos à entidade Alviverde, que está sem seu estádio, em jogos pelo Campeonato Paulista, por conta da interdição do local, decorrente das más condições de seu gramado sintético.
A WTorre solicitou a troca do composto termoplástico por outro, em cortiça, material usado no Estádio Nilton Santos, do Botafogo. A Soccer Grass, responsável pela instalação, havia informado que o gramado do Allianz estaria pronto dia 20. Porém, a empresa ainda não recebeu o produto, que é importado.
Desta forma, o Palmeiras, que já disputou a partida contra o Ituano, como mandante, no Estádio Municipal Orlando Batista Noveli, a Arena Barueri; terá de mandar o clássico contra o Corinthians, no próximo domingo (18), às 18h (de Brasília), na região metropolitana de São Paulo.
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O prejuízo financeiro, além de técnico, é abissal. Para se ter uma ideia, o público presente na Arena Barueri, na vitória do Palmeiras por 2 a 0 contra o Ituano, foi de apenas 8.879 torcedores, com arrecadação bruta de R$ 332.119,00. Deste valor, o Alviverde ficou com R$ 34.277,46 líquidos.
No ano passado, o técnico Abel Ferreira já havia reclamado de ter de mandar partidas longe do Allianz Parque, sem o calor da maioria dos torcedores do Palmeiras e as festas que promovem no Estádio Palestra Itália. À época, o português referiu-se à agenda de shows na casa Alviverde.
A “parceria” WTorre e Palmeiras tornou-se caso de polícia, em maio de 2023, quando o clube registrou boletim de ocorrência, no 23º Distrito Policial de São Paulo, no bairro das Perdizes, acusando a construtora de prática de apropriação indébita e associação criminosa, requerendo o pagamento de mais de R$ 135 milhões, devidos desde 2015, meses depois da inauguração da Arena.
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Desta vez, o Palmeiras vai acionar a Real Arenas por indenização pelos prejuízos sofridos com a ausência do Allianz Parque. No contrato celebrado entre as partes, a construtora tem de efetuar o pagamento de 50% da arrecadação bruta da bilheteria dos jogos fora de casa, quando da indisponibilidade da arena.
Nos bastidores, a presidente Leila Pereira revelou que pretende levar a questão à Justiça porque não vê apenas o clube prejudicado mas, também, os sócios-torcedores Avanti, além dos clientes que detém os passaportes de programas da própria construtora e donos de camarotes.
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