
‘Associação criminosa’ é uma das acusações que a Sociedade Esportiva Palmeiras faz à construtora do Allianz Parque. Nos últimos dias a Real Arenas também tem travado batalha com o Palmeiras em razão da biometria facial.
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A Polícia Civil do Estado de São Paulo abriu inquérito contra a Real Arenas, nesta terça-feira (30), para investigar acusação, feita pela diretoria do Palmeiras, de que a empresa tenha praticado contra a sua instituição os crimes de apropriação indébita e associação criminosa.
Na ação, os responsáveis pelo clube-empresa deixam explícito o pedido de bloqueio de contas, valores e bens da empresa pertencente ao grupo WTorre e de seus gestores, além da quebra de sigilo bancário da entidade, desde novembro de 2014.
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A solicitação para a abertura do procedimento policial foi feita na última terça-feira (23) ao 23º Distrito Policial de São Paulo e acatada pelo seu delegado titular.
O Palestra cobra da ‘parceira’ uma dívida de mais de R$ 127 milhões, referente a repasses das receitas do Allianz Parque que deixaram de ser feitos a partir de julho de 2015, portanto, há quase 8 anos.
Quando o saudoso Parque Antarctica começou a ser demolido, em 2011, para dar lugar à uma arena multiuso, uma das melhores e mais bem estruturadas do mundo; um contrato já estava celebrado entre as partes Palmeiras, na pessoa do ex-presidente Luiz Gonzaga Belluzzo, e WTorre.
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Durante as obras para a construção da nova arena, em abril de 2013 morreu o operário Carlos de Jesus, de 34 anos, depois de ter o corpo atingido por um viga de 3 toneladas que desabou, junto à outras duas, num ‘efeito dominó’.
A inauguração, inicialmente prevista para o ano em que, infelizmente, ocorreu a morte do trabalhador, foi prorrogada para o ano seguinte, o do centenário do Palestra, por conta de interdições que ocorreram após a fatalidade e outras ações do Ministério Público e Prefeitura do Município de São Paulo.
No dia 19 de novembro de 2014, finalmente o Allianz Parque abriu suas portas ao grande público, pela primeira vez, desde julho de 2010. A partir de então, começaram a valer os acordos celebrados entre Real Arenas e Palmeiras sobre os repasses de parte das receitas provenientes de eventos na arena.
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O prazo da parceria é de 30 anos, ou seja; somente a partir de novembro de 2044 é que a Sociedade Esportiva Palmeiras será gestora de 100% das receitas obtidas com jogos, shows, palestras e outros eventos na arena, que dispõe de auditórios e estrutura para receber grandes congressos, seminários e afins.
Em cada cláusula, uma determinação distinta, como a que define o aumento gradual de repasses ao Verdão, a cada 5 anos, até o limite de 45%, na segunda metade da última década do acordo. Essas receitas são provenientes dos aluguéis da arena para eventos, dos valores arrecadados com o estacionamento, lanchonetes e lojas no interior do Allianz Parque.
Com relação às cotas de naming rights, camarotes e cadeiras, a distribuição dos percentuais é menor, estabelecendo o máximo de 30% ao Palmeiras, nos útimos 5 anos do contrato.
Desde a reinauguração até os dias de hoje a WTorre cumpriu o que fora celebrado entre as partes por um período de 7 (sete) meses, apenas.
Também há outras cláusulas que a empresa não tem respeitado como, por exemplo, o repasse de 50% do valor bruto da receita em jogos que precisam ser disputados fora do Allianz Parque por conta de shows. Por exemplo; na partida contra o Cerro Porteño, no Morumbi, pela fase de grupos da Copa Libertadores 2023, a receita bruta foi de R$ 2.378.284,50. Desse montante, cerca de R$ 1,2 milhão deveria ser pago ao Palmeiras, pela WTorre, o que não aconteceu e, em ocasiões semelhantes, também não tem acontecido.
Mesmo com todos os imbróglios envolvendo clube e construtora, nos bastidores cogita-se a manutenção das relações entre as partes, mesmo que por decisões judiciais.
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