
O Palmeiras trabalha com a possibilidade de ter Paulinho à disposição de Abel Ferreira contra o Bahia, em 8 de outubro, no Nubank Parque. Durante a Data Fifa, o atacante deixou a sala de fisioterapia para o gramado e passou a fazer acelerações, mudanças de direção e exercícios com bola — o estágio que antecede o retorno ao trabalho com o grupo.
O que mudou na parada
Paulinho está fora desde 26 de julho, quando sofreu lesão no tendão do músculo adutor longo da coxa direita. O avanço começou a aparecer no fim de setembro, quando ele foi ao campo em dois dias seguidos, e se consolidou nas semanas sem jogo. Até então, a recuperação vinha sendo tocada por etapas, sem prazo.
A linha do tempo da recuperação
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26/07 O último jogo antes da parada Lesão no tendão do músculo adutor longo da coxa direita tira o atacante do time.
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25/09 Volta ao gramado Primeiro trabalho no campo da Academia de Futebol sob supervisão do Núcleo de Saúde e Performance.
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26/09 Dois dias seguidos Repete a atividade no sábado, a evolução mais concreta desde que parou.
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Data Fifa Corrida, bola e mudança de direção Com o elenco desfalcado pelas seleções, o atacante acelera o cronograma e passa a trabalhar com bola.
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08/10 O alvo Palmeiras x Bahia, pela 29ª rodada do Brasileirão, no Nubank Parque.
A conta que explica a ansiedade do clube
Desde que Paulinho chegou, o Palmeiras disputou 132 partidas. Ele esteve em 25 — menos de 19% delas. Antes da lesão atual, o atacante já havia ficado 302 dias afastado por conta de uma cirurgia, e voltou a jogar apenas em 2026. É um investimento que o clube ainda não conseguiu usar com regularidade, e que agora reaparece justamente no trecho em que há menos margem para erro.
Por que o retorno importa agora
O Palmeiras entra em outubro com sete jogos, duas partidas de semifinal da Libertadores contra o Fluminense e dois clássicos pelo Brasileirão, e ainda tem a semifinal da Copa do Brasil contra o Vasco em novembro. É a reta final que o volante Marlon Freitas chamou de 16 finais: um elenco inteiro disponível vale mais do que em qualquer outro momento do ano.
Quando esteve em campo, Paulinho entregou em jogo grande. Marcou o gol da classificação contra o Botafogo na prorrogação, pelo Mundial de Clubes, e decidiu a vitória por 1 a 0 sobre a Chapecoense. O clube não espera dele um titular pronto já contra o Bahia, mas uma peça a mais num mês em que Abel vai precisar rodar o time.
Atualização: a ideia é usá-lo em pedaços, não em jogos inteiros
O plano da comissão técnica para a reta final não é devolver Paulinho ao time como titular de 90 minutos. A estratégia desenhada é de minutagem controlada, com entradas em momentos decisivos — tipicamente a meia hora final, quando o jogo abre espaço e a qualidade dele pesa mais.
O histórico explica a escolha. As recaídas do atacante apareceram justamente quando ele emendou sequências mais longas; numa partida em que ficou perto de 70 minutos em campo, saiu com problema no tornozelo. Administrar carga, nesse caso, não é cautela genérica: é a condição para tê-lo disponível em outubro e novembro inteiros, e não por duas semanas.
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Retrospecto no Data Palestra






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