
Muito criticado pela torcida do Palmeiras, especialmente em 2023, quando o clube não fez nenhuma contratação no meio da temporada, Anderson Barros falou sobre o futuro.
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Em meio às cobranças após o vice-campeonato paulista e vaias na estreia do Brasileirão, o elenco Alviverde iniciou sua jornada no torneio continental em duelo acirrado, onde o Palmeiras venceu o Sporting Cristal na Libertadores por 3 a 2, na quinta-feira (3).
Antes da estreia na competição Sul-Americana, Anderson Barros, diretor de futebol do Palmeiras, falou com exclusividade ao ge sobre o momento do time e as expectativas para a temporada 2025, para a qual o clube contratou sete reforços.
“Não tem como ser diferente. Se considerarmos as últimas cinco temporadas, a exigência em relação ao Palmeiras sempre vai ser grande. Nas últimas cinco Libertadores, o Palmeiras venceu duas, chegou em duas semifinais e em outra foi eliminado”, disse Barros.
“Cria-se uma expectativa grande e o Palmeiras precisa estar acostumado”, explicou o dirigente Alviverde que reconhece que o desempenho atual ainda não corresponde ao potencial do elenco, mas atribui isso à significativa reformulação realizada recentemente.
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“Saíram nove atletas e chegaram sete novos no elenco e uma particularidade muito importante; o Palmeiras promoveu cinco atletas novos da base. Quando faz isso, além do perfil de contratações, precisamos entender que é uma equipe em construção”, ponderou.
Com investimento de R$ 435 milhões em reforços, o Verdão trouxe Vitor Roque, Facundo Torres, Emiliano Martínez, Lucas Evangelista, Bruno Fuchs, Micael e Paulinho. Também promoveu do Sub-20: Benedetti, Figueiredo, Allan, Thalys e Luighi.
Por outro lado, saíram do Palmeiras nomes importantes como os multicampeões Gabriel Menino, Zé Rafael, Dudu e Rony, além de Caio Paulista, Vitor Reis, Rômulo, Patrick, Fabinho e Lázaro, que estava emprestado do Almería, da Espanha.
Diante da pressão, Barros defende a manutenção dos processos que trouxeram sucesso ao clube. “A equipe precisa do seu tempo para desenvolver. O Palmeiras pode não ter performado como o torcedor espera, mas foi à sexta final consecutiva do Paulista.”
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O dirigente entende a ansiedade da torcida do Palmeiras por resultados, mas adverte: “Entendemos a ansiedade do torcedor, eles querem que a gente vença o tempo todo e nós também. Mas existem processos e se abrirmos mão, podemos pagar um preço alto.”
Barros enfatizou a importância de não permitir interferências no trabalho: “Precisamos continuar o trabalho e acreditar nos processos. Neste momento se levantam vários fantasmas, e não podemos permitir que estes fantasmas interfiram no que acreditamos.”
Sobre Abel Ferreira, o diretor reafirmou a confiança e o desejo de renovação. “O Abel é peça fundamental no processo. Quando encaramos uma quinta temporada, sempre há desgastes. Mas nós temos muito claro o que queremos”, destacou.
“O Abel sabe o que nós pensamos, o que a presidente pensa da continuidade dele e vamos conversar no momento oportuno, que a gente entende ser o melhor para as partes. Há uma relação não só profissional, mas de confiança do que cada parte diz à outra”, concluiu.
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