
Abel Ferreira volta da Data Fifa com um problema que não teve o ano inteiro: gente demais à disposição. Os oito convocados se reapresentam entre 6 e 7 de outubro, Paulinho avança na recuperação e Maurício, Ramón Sosa e Jhon Arias já estão de volta. Pela primeira vez em meses, o técnico escolhe o time em vez de montá-lo com o que sobra.
O time que o Portal do Palestra escalaria
A base não muda: é a estrutura que deu ao Palmeiras o melhor aproveitamento da Série A no ano. O que muda é a qualidade das opções no banco — e é isso que altera o jogo num mês de sete partidas.
A escalação ideal, setor por setor
- Goleiro e defesa Carlos Miguel; Agustín Giay, Gustavo Gómez, Murilo e Joaquín Piquerez. É a linha que o clube tem como padrão quando todos estão à disposição, e a que sustenta a melhor defesa entre os postulantes ao título.
- Meio-campo Marlon Freitas e Emiliano Martínez na primeira linha, Andreas Pereira à frente. O uruguaio e o volante dão a cobertura que a equipe perdeu nos finais de jogo; Lucas Evangelista é a troca natural.
- Ataque Jhon Arias e Ramón Sosa pelos lados, Vitor Roque ou Flaco López como centroavante. Aqui mora a única dúvida real de Abel Ferreira.
- No banco, e pesando Paulinho, Maurício, Khellven, Jefté, Bruno Fuchs e Lucas Evangelista. É a primeira vez na temporada que o banco tem jogador decisivo em quase toda posição.
A dúvida verdadeira está no ataque
Vitor Roque e Flaco López cabem juntos? Jogando os dois, o Palmeiras ganha presença de área e perde um homem de meio — justamente a região onde o time tem sofrido. Jogando um só, sobra espaço para Andreas Pereira entre as linhas e para Maurício abrir pela esquerda. Abel usou as duas versões no ano, e a escolha tende a variar por adversário: time que se fecha pede os dois centroavantes; jogo de ida de semifinal fora de casa pede o meio reforçado.
Por que a conta não é só de nomes
Há um dado que empurra a decisão para o lado do meio-campo. Metade dos gols que o Palmeiras sofreu na temporada saiu depois dos 75 minutos — o problema não é criar, é segurar. E foi no returno, quando o time perdeu o controle dos finais de jogo, que o aproveitamento caiu de 77% para 48%.
Por isso o ganho real não é o onze inicial, e sim a possibilidade de rodar. Paulinho volta para entrar em minutagem controlada, não para ser titular. Entre o Bahia, em 8 de outubro, e o Santos, no dia 28, Abel vai precisar de dois times — e, pela primeira vez no ano, tem.
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