
O Palmeiras atravessa a Data Fifa com a defesa menos vazada do Brasileirão e três competições em aberto. São 21 gols sofridos em 28 jogos, dois a menos que o Flamengo, e a vice-liderança com 57 pontos — além das semifinais da Libertadores, contra o Fluminense, e da Copa do Brasil, contra o Vasco.
Quem é titular dessa defesa diz que o grupo sabe exatamente onde quer chegar. Murilo projetou a reta final em entrevista concedida nesta terça-feira, no dia em que o elenco treinou saída de bola, pressão na marcação e posse em campo reduzido na Academia de Futebol.
É fundamental o que estamos fazendo, nossos objetivos estão bem claros nas três competições. Graças a Deus as coisas estão se cumprindo, agora é manter o foco, a concentração, seguir trabalhando e aproveitar também esse momento de descanso mental para voltar ainda mais forte
Por que a parada é treino pesado, e não descanso
O zagueiro explicou o que muda numa semana sem jogo: “Podemos fazer treinos mais fortes em relação ao período de competição. É claro que tem o fator mental, estresse, viagens, mas o desgaste físico agora é grande.” E completou que a comissão aproveita a janela ao máximo — “essa parada está sendo forte e, com tudo que ainda temos pela frente, estamos nos preparando ao máximo para ter um bom desempenho”.
É a leitura que o calendário impõe. Com jogo a cada três dias durante a temporada, o trabalho físico vira manutenção; sem jogo, dá para carregar. O Palmeiras abriu a última semana livre do ano com treino técnico e tático, e volta a campo em 8 de outubro, contra o Bahia, às 21h30, no Nubank Parque.
O dado que sustenta a fala
A solidez não é impressão. Além de ser a menos vazada da competição, a defesa do Palmeiras termina metade dos jogos sem sofrer gol — e é sobre esse alicerce que o time chega às duas semifinais.
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