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Palmeiras quer segurar a joia da base por cinco anos, não três

A proposta levada à CBF amplia de três para cinco temporadas o primeiro contrato profissional assinado aos 16 anos. Na prática, o vínculo iria até os 21.

Eduardo Conceição, joia da base do Palmeiras
Eduardo Conceição, joia da base do Palmeiras

O Palmeiras levou à CBF uma proposta que mexe onde mais dói na formação: o prazo do primeiro contrato profissional. Hoje, o jogador que assina aos 16 anos fica preso ao clube por três temporadas. A ideia alviverde é que sejam cinco.

A conta é simples e explica o interesse. Com três anos, o vínculo expira aos 19. Com cinco, vai até os 21 — e é nessa faixa que o jogador formado aqui costuma valer o que o clube investiu nele.

Por que três anos viraram um problema

Porque o calendário do mercado europeu não combina com ele. Aos 18 anos o atleta ganha autorização para atuar no exterior, e aí falta pouco para o fim do contrato assinado aos 16. O clube formador chega à mesa de negociação com prazo curto, que é a pior posição possível para quem precisa fixar preço.

O Palmeiras conhece os dois lados da conta. Endrick e Estêvão saíram para a Europa ainda adolescentes, e em ambos os casos o clube negociou cedo justamente para não negociar com o relógio contra.

O caso que está na mesa agora

Eduardo Conceição tem 16 anos, contrato até janeiro de 2029 e multa rescisória fixada em 100 milhões de euros. A multa alta é a ferramenta que sobra hoje para compensar o prazo curto: como não dá para estender o vínculo, o clube encarece a saída.

100 milhões de euros
multa rescisória fixada no contrato de Eduardo Conceição, de 16 anos, válido até janeiro de 2029. Sem prazo maior, é a cláusula que segura a joia.

Só que multa não resolve tudo. Ela protege contra a saída barata, não contra a saída precoce — o comprador que puder pagar leva o jogador aos 18, e o clube perde os anos em que ele jogaria aqui.

A segunda frente do clube nas regras da base

É a segunda discussão da semana que toca diretamente na formação. A outra veio de fora: um sindicato de atletas defende proibir estrangeiros nas categorias de base, o que atingiria os quatro garotos de 18 anos que o Palmeiras trouxe do exterior.

Juntas, as duas dão a medida do que está em jogo: quem pode entrar na Academia e por quanto tempo quem já está lá pode ser segurado. Para um clube que fez das Crias da Academia um ativo, nenhuma das duas é assunto lateral.

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Sobre o autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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