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Categorias de Base

Palmeiras aposta em quatro estrangeiros na base; Entenda o risco

O Sindicato dos Atletas do Rio quer estender aos times de base a restrição que a CBF acabou de aprovar para o profissional. Se passar, atinge quatro garotos da Academia.

Fabio So reforça o Palmeiras Sub-20
Fabio So reforça o Palmeiras Sub-20

A CBF aprovou nesta segunda-feira, em reunião com os quarenta clubes das Séries A e B, o corte gradual de estrangeiros nas súmulas do futebol brasileiro: dos nove atuais para oito em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e cinco em 2030. A medida vale para o time profissional. O Sindicato dos Atletas de Futebol do Estado do Rio de Janeiro quer que ela vá mais longe.

A entidade defende que a proibição alcance também as categorias de base e as Séries C e D. Não foi aprovado nada nesse sentido, e a CBF não colocou a base na conta. Mas, se um dia colocar, o alvo tem endereço conhecido: o Palmeiras vem montando na Academia de Futebol uma prateleira de garotos trazidos de fora, hoje com quatro nomes.

Quem são os quatro estrangeiros da base do Palmeiras

Todos têm 18 anos, e três vieram do continente africano. O quarto chegou de Portugal, depois de passar pela Inglaterra. É uma captação recente, montada para formar dentro de casa em vez de comprar pronto lá fora.

Os estrangeiros das categorias de base

  1. Koné Zie Mohamed Zagueiro da Costa do Marfim. É o mais adiantado dos quatro: integrou o grupo de apoio do profissional em 2026 e fez 25 partidas pelo Sub-20.
  2. Tiecoura Konaté Zagueiro do Mali, de 2,01m. Chegou à Academia para um período de testes.
  3. Miguel Bilong Meia-atacante de Camarões. Marcou dois gols logo em um jogo-treino.
  4. Fabio So Meio-campista português, que veio do Burnley, da Inglaterra.

O que a CBF aprovou de verdade

A regra aprovada mexe no número de estrangeiros que cada clube pode relacionar por jogo, e só. A justificativa da confederação é abrir espaço para brasileiros: um levantamento apresentado na reunião mostra que atletas brasileiros Sub-23 responderam por 28,3% dos minutos da Série A em 2020 e por 11,5% em 2026.

Para o Palmeiras, o aperto começa antes do que parece. São oito estrangeiros no elenco profissional hoje, e cinco deles têm contrato que atravessa 2030, quando o teto cai para cinco por jogo.

Por que a proposta bate justamente no Palmeiras

Porque o projeto depende do tempo. A ideia de trazer um jogador aos 17 ou 18 anos é formá-lo por dois ou três anos antes de subir, e uma proibição na base tiraria o clube do jogo justamente na etapa em que ele investe. Comprar o mesmo atleta já pronto, anos depois, custa outra coisa — e ainda ocuparia uma das vagas de estrangeiro que vão encolher.

Há também o outro lado da conta, o que o sindicato levanta. Cada vaga ocupada por um estrangeiro de 18 anos na base alviverde é uma vaga a menos para um garoto brasileiro no clube que construiu a marca das Crias da Academia. É essa contradição que a proposta tenta explorar.

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Sobre o autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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