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Allan
Ver jogadorO Palmeiras recebeu uma ordem da Justiça para exibir os contratos e os valores da venda de Allan ao Manchester City. A determinação, divulgada nesta terça-feira (20), é mais um capítulo de um processo em que o clube não é o devedor: quem está sendo cobrado é o Figueirense, que formou o atacante e ainda tinha uma fatia do negócio.
A venda de Allan entrou para a lista das maiores vendas da história do Palmeiras. O jogador assinou com o City até 2031.
De onde vem a cobrança
Uma empresa credora cobra na Justiça de São Paulo uma dívida do Figueirense que se arrasta desde 2020. Quando a venda ao City foi anunciada, em agosto, ela pediu com urgência o bloqueio de tudo o que o clube catarinense teria a receber pelo negócio, tanto pela participação nos direitos econômicos quanto pelo mecanismo de solidariedade da Fifa, a compensação paga a quem formou o jogador.
O pedido foi aceito pela 5ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo. Desde então, Palmeiras e CBF não podem repassar ao Figueirense o dinheiro ligado à transferência: o que for devido ao clube catarinense tem de ir para uma conta judicial.
O que muda para o Palmeiras
Na prática, a ordem não tira dinheiro do caixa alviverde. O papel do Palmeiras é o de quem paga a parte do Figueirense e, por isso, precisa informar à Justiça o que deve e como. O clube detinha a maior parte dos direitos de Allan e fica com a maior fatia da venda e dos bônus previstos.
Os números do balancete de agosto mostram o peso do negócio nas contas do ano. A venda também gerou debate entre os palmeirenses, principalmente pela falta de reposição na janela.
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