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Futebol

JP Sampaio revela o ‘não’ do Palmeiras por Pacheco e Benedetti

Coordenador da base contou quais ofertas o clube recusou na janela e confirmou que fica no Palmeiras até dezembro de 2027.

Thalys e Benedetti, crias da Academia do Palmeiras
Thalys e Benedetti, crias da Academia do Palmeiras

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Benedetti, Luis Pacheco

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O Palmeiras recusou propostas por Luis Pacheco, Benedetti e Koné na janela que acabou de fechar, e a maior delas chegou a 15 milhões de euros, cerca de R$ 90 milhões. Quem contou foi João Paulo Sampaio, coordenador das categorias de base do clube, na noite de sexta-feira (4), depois da derrota por 2 a 0 para o Vasco no Nubank Parque, que custou ao Verdão o título do Campeonato Brasileiro Sub-20.

Na mesma conversa, o dirigente encerrou a novela sobre o próprio futuro: fica no Palmeiras até o fim do contrato, em dezembro de 2027. “Eu virei um de vocês. Meu contrato termina no final do ano que vem, mas sou muito feliz aqui. Eu continuo no Palmeiras”, disse.

Quem o Palmeiras segurou na janela

Luis Pacheco, volante de 18 anos que já roda no elenco profissional, e Benedetti, zagueiro canhoto de 20 anos, foram os dois nomes citados por Sampaio. O coordenador acrescentou o zagueiro Koné, marfinense de 18 anos contratado no projeto de garimpo do clube na África, à lista de quem teve sondagem e ficou.

Luis Pacheco, Benedetti, tem alguns aí que chega oferta. O Palmeiras acha que não é um bom momento

João Paulo Sampaio, coordenador das categorias de base do Palmeiras

Nenhum dos clubes interessados foi identificado pelo dirigente. Pacheco e Benedetti estiveram no elenco que disputou o Brasileiro Sub-20 e os dois já passaram pelo time de Abel Ferreira nesta temporada — Benedetti, aliás, estourou a idade e não poderá mais alternar entre a base e o profissional em 2027.

O trunfo é poder dizer não

O raciocínio de Sampaio é que o caixa equilibrado deu ao clube uma posição de força na mesa. O exemplo que ele usou foi a negociação por Allan com o Manchester City: o Palmeiras recusou os 20 milhões de euros iniciais, fixou 40 milhões como preço de saída e só liberou a Cria quando os ingleses alcançaram o valor. O negócio virou a terceira maior venda da história alviverde e reabriu a discussão sobre quais jogadores podem sair na próxima janela.

15 milhões de euros
Valor da maior proposta recusada pelo Palmeiras por Luis Pacheco e Benedetti na janela encerrada em setembro, segundo o coordenador das categorias de base.

“Hoje a gente pode falar não”, resumiu o coordenador, que já havia sinalizado em agosto que o clube faria novos negócios com Crias da Academia sem abrir mão do controle do calendário de vendas.

Sampaio fica até 2027

Há mais de uma década no clube, Sampaio comandou o período das maiores vendas da história do Palmeiras, com Endrick, Estêvão e Allan saindo pela porta da Academia. Ele voltou a recusar sondagens de outras equipes nesta janela e disse que a permanência tem menos a ver com proposta e mais com ambiente.

O dirigente também comemorou o público da decisão: mais de 29 mil torcedores acompanharam a final com entrada gratuita, recorde para uma partida de categorias de base do clube. Sobre o que vem depois do vice no Brasileiro Sub-20, a resposta foi curta: “Essa é a única coisa que não é negociável no Palmeiras: a fome, nem para jogador, nem para funcionário”.

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Sobre o autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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