
Paulo Rogério de Aquino, o Paulinho Serdan, um dos fundadores da Mancha Verde e presidente de honra da organizada do Palmeiras; manifestou-se sobre o caso Máfia Azul.
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No último domingo (27), em resposta a ataque promovido pela Máfia Azul, uniformizada ligada ao Cruzeiro, contra a Mancha Verde, organizada do Palmeiras, em 2022; membros da agremiação paulista entraram em confronto com os mineiros na BR-381.
A briga aconteceu no quilômetro 65 da Rodovia Fernão Dias, em Mairiporã (SP), sentido Belo Horizonte (MG); quando integrantes da Mancha Alvi Verde, do Palmeiras, emboscaram ônibus com torcedores da Máfia Azul, do Cruzeiro, por volta das 5h (de Brasília).
Em 2022, na mesma rodovia, as principais torcidas organizadas de Palmeiras e Cruzeiro protagonizaram outro episódio de violência, na cidade Carmópolis de Minas (MG), a 110 quilômetros da capital, Belo Horizonte (MG).
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A Máfia Azul atraiu ódio ao desrespeitar luto em organizada do Palmeiras há 36 anos, quando torcedores mineiros zombaram de homenagem que a torcida Alviverde fazia a Cleofas Sóstenes Dantas da Silva, um dos fundadores da organizada do Verdão.
Cléo foi assassinado, aos 24 anos, com dois tiros de arma de fogo na Rua Padre Antônio Tomás, ao lado do antigo Parque Antarctica, mesmo local onde Gabriela Anelli foi atacada em 2023 quando, atingida no pescoço por garrafa, a torcedora do Palmeiras não resistiu.
Considerado o primeiro óbito por desentendimento entre torcidas uniformizadas, até hoje a morte de Cleofas não foi solucionada, tampouco presos os envolvidos no assassinato de um dos fundadores da organizada do Palmeiras, 5 anos após sua inauguração.
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Na primeira partida do Verdão após o homicídio, a Mancha Verde prestou homenagem ao torcedor com uma queima de fogos no Palestra Italia que, em seu placar eletrônico, exibiu a mensagem “Cléo e Palmeiras, unidos eternamente”.
Mas, enquanto os integrantes da Mancha Verde prestavam reverência a um dos seus idealizadores, os membros da Máfia Azul entoavam cânticos ofensivos ao torcedor Alviverde como “Cléo morreu, a Mancha se f…”, o que provocou uma briga no estádio.
Um dos fundadores da Mancha Verde, hoje presidente de honra da organizada do Palmeiras, Paulo Rogério de Aquino, de 57 anos, publicou um vídeo, nesta sexta-feira, em seu perfil no Instagram, manifestando-se sobre o fatídico confronto de domingo (27).
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Conhecido como Paulinho Serdan, o presidente da Escola de Samba Mancha Verde é filho do ex-lutador Antonio Carlos de Aquino (81), o Michel Serdan, e de Dona Norma de Luca, falecida em 2006. Ele fundou a organizada do Palmeiras em janeiro de 1983, aos 15 anos.
Ajudaram a fundar a torcida do Palmeiras, que nasceu da fusão da Inferno Verde, Grêmio Alviverde e Império Verde: Cleofas Sóstenes e Moacir Bianchi (ambos assassinados), Aquiles Carvalho, morto em acidente de moto, entre outros, além de Serdan.
No início do vídeo, Paulo Serdan esclarece que a Escola de Samba e a torcida organizada do Palmeiras são entidades distintas, com atividades diferentes e que, ao contrário do que noticiou-se, não acontecerão buscas e apreensões na comunidade sambista.
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Na sequência, Serdan alerta que são inverossímeis ameaças, compartilhadas nas redes sociais, que afirmam que torcedores usando camisa da Mancha Verde ou do Palmeiras podem sofrer agressões o que, na sua visão, não faz o menor sentido.
Lamentando a ocorrência e a morte de José Victor dos Santos Miranda, de 30 anos, que era motoboy autônomo, trabalhava com entregas em Sete Lagoas (MG) e tinha um filho de 10 anos; o líder da Escola de Samba Mancha Verde disse repudiar os ataques violentos.
Paulinho também ressaltou o discurso demagogo de torcedores rivais que criticam o ataque da torcida Alviverde mas que já participaram de ações semelhantes em suas agremiações, algo do conhecimento de todas as organizadas, não só a do Palmeiras.
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Afirmando não compactuar com as disputas violentas entre as uniformizadas, Paulinho Serdan disse achar deplorável agressões com barras de ferro contra adversários caídos no chão e lamentou o fato de a organizada do Palmeiras envolver-se neste episódio.
A polícia pediu a prisão do presidente da organizada do Palmeiras, Jorge Luis Sampaio, do vice-presidente Felipe Mattos dos Santos, Neilo Pereira e Silva, vulgo Lagartixa, Henrique Moreira Lelis, Leandro Gomes dos Santos e Aurélio Andrade de Lima.
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