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Futebol

Palmeiras liberou Fernando Diniz para ser mesário no segundo turno de 1996

Em 1996, Luxemburgo liberou o meia Fernando Diniz para trabalhar como mesário no segundo turno em São Paulo. Ele disse que preferia ficar treinando.

Rivaldo, ídolo do Palmeiras
Rivaldo, ídolo do Palmeiras

Quase 30 anos atrás, em novembro de 1996, o meia Fernando Diniz deixou a rotina do Palmeiras para trabalhar como mesário no segundo turno da eleição municipal de São Paulo. Neste domingo (25), dia de segundo turno de novo, o episódio volta à memória com a frase que ele deu na época.

Eu preferia ficar treinando com o grupo. Não é muito bom ser mesário.

Fernando Diniz, meia do Palmeiras, em 1996

O elenco de Vanderlei Luxemburgo estava concentrado em Serra Negra, no interior paulista, a cerca de 150 quilômetros da capital, e Luxemburgo precisou liberá-lo para trabalhar na seção eleitoral. O goleiro reserva Marcelo também foi dispensado para a mesma função. Diniz já tinha sido mesário no primeiro turno, e o treino que ficou para trás era a preparação para um jogo contra o Atlético-MG.

O meia que o Palmeiras tinha em 1996

Diniz tinha 22 anos e havia chegado ao Palmeiras vindo do Juventus-SP. Naquela temporada, disputou 22 jogos e fez um gol, segundo o Data Palestra, num elenco de meio-campo que tinha Djalminha, Rivaldo, Galeano, Amaral e Flávio Conceição. Disputar espaço com esse grupo ajuda a entender por que ele preferia estar no treino.

O mesário Diniz fazia parte de um elenco que decidiu o ano na primeira metade. O Palmeiras de 1996, o time da Parmalat, fechou a temporada com 81 jogos, 55 vitórias e um título, o Campeonato Paulista, em uma campanha que ainda é lembrada pela potência do ataque.

102 gols
O Palmeiras de Luxemburgo marcou 102 gols em 30 jogos no Campeonato Paulista de 1996, com 27 vitórias, 2 empates e 1 derrota.
Data Palestra

O ataque que fez 102 gols

O Paulista de 1996 foi vencido com média de 3,4 gols por jogo. Luizão terminou o ano como artilheiro do Palmeiras, com 50 gols. Rivaldo fez 28 gols em 41 jogos, e Djalminha, 37 em 61. O grupo ainda tinha Müller, Cafu, Júnior e Cléber, nomes que dão a medida do concorrido elenco em que Diniz tentava aparecer.

Fora do Paulista, o ano teve menos brilho: o time perdeu a final da Copa do Brasil para o Cruzeiro. A maior vitória da temporada, aliás, aconteceu no mesmo município da concentração de novembro: 10 a 0 sobre a Seleção de Serra Negra, num amistoso em 14 de janeiro. O balanço completo da passagem do treinador está em Luxemburgo no Palmeiras.

A eleição de 1996 em São Paulo

O segundo turno de 1996, em São Paulo, foi decidido a favor de Celso Pitta, que venceu Luiza Erundina. Entre os mesários da cidade, estava um jogador do Palmeiras campeão paulista daquele ano, que largou o treino para servir à Justiça Eleitoral. A curiosidade ficou como um retrato do futebol dos anos 1990, quando o atleta da lista de relacionados ainda cumpria convocação cívica sem muita cerimônia.

Neste domingo, 30 anos depois, a convocação de mesários continua valendo para qualquer profissão. O Palmeiras só volta a campo na quarta-feira (28), contra o Santos, na Vila Belmiro, pelo Brasileirão.

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Sobre o autor

Thiago Gomes é jornalista e editor-chefe do Portal do Palestra. Fundador do Palmeiras Online, ex-diretor do Palmeiras, administrador de empresas e especialista em marketing digital, acompanha e analisa o clube em texto e vídeo. Pelo Palmeiras, sempre!

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