
Endrick virou a carta que Carlo Ancelotti tira do banco quando o jogo pede. Desde a estreia pela Seleção Brasileira, a Cria da Academia soma seis participações diretas em gols entrando no decorrer das partidas — número que ninguém mais alcança entre os reservas do período.
São quatro gols e duas assistências em 20 jogos, com uma média de uma participação a cada 86 minutos em campo. No recorte entram ainda duas grandes chances criadas e um pênalti sofrido. O último capítulo foi a vitória do Brasil sobre a Austrália por 4 a 2, na sexta-feira.
O que o número mede, e o que ele não mede
A conta olha para aproveitamento, não para volume. Endrick é o líder de participações entre quem entra durante o jogo, o que diz mais sobre o que ele faz com o tempo que recebe do que sobre a hierarquia do ataque. Ele ainda não é titular, e é justamente aí que o dado pesa na discussão.
A conta que interessa ao Palmeiras
O desempenho de Endrick na Seleção mexe com o clube que o formou por uma razão simples: ele carrega o carimbo da Academia em cada convocação, no mesmo ano em que a base alviverde voltou a ser a que mais cede jogadores às seleções brasileiras.
Revelado em Barueri, ele deixou o Palmeiras para o Real Madrid e passou a temporada anterior emprestado ao Lyon, onde recuperou minutos e espaço no grupo de Ancelotti. Na semana passada, falou sobre a pressão da profissão numa entrevista que correu o país.
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