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Futebol

Difamação de técnico do Palmeiras é corporativismo

Abel Ferreira, em episódio com Pedro Spinelli, da Globo Minas, na zona mista do Mineirão, após paritda válida pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro (Foto: Reprodução)
Abel Ferreira, em episódio com Pedro Spinelli, da Globo Minas, na zona mista do Mineirão, após paritda válida pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro (Foto: Reprodução)

Nos últimos dias, Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, tem sido bombardeado por grande parte da imprensa esportiva acerca de um suposto pré-contrato celebrado com o Al Sadd.

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Não é de hoje que o técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, vive uma relação conturbada com a imprensa esportiva brasileira, especialmente por conta de suas críticas veladas às especulações de alguns de seus representantes, como no caso Rony, por exemplo.

Quando o Palmeiras perdeu para o Athletico-PR por 2 a 0, na Arena Barueri, pela sexta rodada do Brasileirão; o camisa 10 foi duramente criticado por, de fato, não ter apresentado seu melhor futebol. Outros não foram bem, mas o paraense foi o ‘crucificado’.

Naquela mesma noite de domingo (12), nos programas de debates esportivos, surgiu a notícia de que Rony estava descontente com a condição de reserva e que, inclusive, demonstrava decepção com o técnico Abel Ferreira por ignorar seus feitos pelo time.

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A suposta insatisfação do atacante foi, inicialmente, ventilada pelo jornalista Gustavo Soler, do canal Tá Lá Dentro, no YouTube, que relatou que o camisa 10 trocou mensagens com companheiros, reclamando da condição de reserva e que pensava em deixar o time.

Na segunda-feira (13) seguinte às polêmicas expostas, através de sua assessoria, Rony respondeu, em nota, que tudo o que havia sido dito não passava de mentiras, ressaltando que jamais reclamou, com algum jornalista, por jogar, ou não.

Dois dias depois, na quarta-feira (15), o Palmeiras venceu o Del Valle por 2 a 1, no Allianz Parque, com gols de Richard Ríos e Gustavo Gómez. Após o triunfo, em entrevista coletiva, o técnico palmeirense foi questionado sobre as especulações envolvendo o nome de Rony.

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Inicialmente, Abel Ferreira respondeu que rejeita, em seu elenco, jogador que fica satisfeito por não entrar em campo: “Eu quero jogadores que não joguem e fiquem insatisfeitos, que era o que eu fazia quando era jogador. Eu ficava com uma p… azia quando não jogava”.

Em seguida, disparou: “Há jornalistas e comentaristas de excelência e nós devemos ouvi-los porque o que eles falam, agrega. E há outros que são paus-mandados. É assim que se diz, aqui? Paus mandados”. O português, inclusive, ironizou a suposta fonte de Soler.

“Um jornalismo sério, uma notícia séria, competente, ela tem que ter fundamento; não é ‘uma fonte’ – vocês usam muito aqui – ‘uma fonte muito próxima’… Ah, pá… Eu dizia onde é que punha essa fonte muito próxima”; concluiu Abel Ferreira.

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Coincidência, ou não, na sexta-feira (17), tornou-se pública a informação de que o Al Sadd, do Catar, havia acionado a FIFA, requerendo pagamento de multa, por parte de Abel Ferreira, por uma suposta assinatura em um pré-contrato celebrado em outubro de 2023.

As informações iniciais sobre o assunto foram publicadas por Rodrigo Fragoso, da TNT Sports, que relatou que o Al-Sadd pede uma indenização de € 5 milhões. Ainda segundo a publicação, o técnico do Palmeiras já recebeu intimação da FIFA.

No mesmo dia, o Palmeiras acionou seu jurídico por pré-contrato de Abel com o Al Sadd, o que era do conhecimento do clube desde janeiro, segundo o jornalista Alexandre Silvestre, da TV Gazeta. Isto porque os catarianos formalizaram a denúncia à FIFA no início do ano.

Portanto, o vazamento tem motivação; a desmoralização, gratuita, do treinador palmeirense, visto por boa parte da imprensa esportiva como um ‘inimigo’. Certamente o treinador, à época dos fatos, notificou o Palmeiras sobre a situação em vez de omiti-la.

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Sobre o autor

Jornalista formado, carrego o verde no coração e nas palavras. Especializado em cobrir o Palmeiras, transformo paixão em análises técnicas e narrativas profundas. Acompanho cada jogo, treino e bastidores do Verdão, trazendo conteúdo exclusivo e autêntico. Minha caneta honra a história centenária Alviverde, conectando torcedores às emoções do clube que move minha carreira.

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